“Se um dia for voltar, o Grêmio será a primeira opção”, diz Wendell

Foto: Reprodução/Facebook Bayern Leverkusen

Wendell Borges, 24, cearense, iniciou sua carreira em 2011 no modesto Iraty-PR, que leva o nome da cidade que está localizada na região centro-sul do Estado do Paraná. Com passagens também pelo Londrina-PR, onde foi considerado o ‘melhor lateral’ do campeonato Paranaense em 2013, Paraná Clube, Grêmio e atualmente defende o Bayer Leverkusen-ALE, o lateral-esquerdo contou em entrevista ao Torcedores.com a emoção de sua primeira convocação para seleção brasileira, de base e principal, passagem pelo Grêmio e uma suposta confusão com polícia alemã.

Perguntado sobre as dificuldades que maioria dos jogadores que surgem das classes mais carentes passa no início da carreira, Wendell revelou seu apego na fé e apoio da família para superá-las:

“Sonhando, acreditando em Deus, trabalhando demais e abrindo mão de muitas coisas. Enfrentei bastante dificuldade, mas nunca perdi a esperança porque Deus e minha família me mantinham forte. E todo o esforço deu resultado. Hoje conquistei meu espaço no futebol e sou muito grato por tudo o que passei ao longo da vida”.

Em novembro de 2015, foi noticiado que o atleta teria sido detido pela polícia alemã. As primeiras informações eram de que ele não havia parado em uma blitz policial e então teria iniciado uma perseguição – mas este fato negado por Wendell.

“Ali foi apenas um mal entendido. É até engraçado lembrar. Eu saí com o meu irmão, mas ele tinha bebido um pouco, então, como eu não costumo beber, achei melhor dirigir. No caminho, a polícia me parou, mas não teve problema. Além disso, há alguns dias eu tirei a carta alemã e agora posso dirigir sossegado”.

A passagem do jogador pelo Grêmio foi curta, pouco mais de um ano, mas os torcedores do tricolor gaúcho se encantaram e fizeram dele o xodó. Wendell disse que recebe o carinho dos torcedores mesmo após três anos da sua transferência. Ele não escondeu o carinho que tem pelo Grêmio e deu preferência ao clube em um futuro retorno ao país.

“Minha história no Grêmio foi rápida, mas muito intensa. Tenho um enorme carinho pelo clube e também tinha bastante conexão com a torcida. Foi uma passagem que jamais esquecerei. Sempre quando posso, acompanho os jogos do Grêmio e torço muito. Eu não penso em voltar ao Brasil tão cedo, pois estou muito bem adaptado por aqui, mas se um dia for voltar, o Grêmio será a primeira opção”.

E foi no Grêmio que ele recebeu uma das maiores conquistas como jogador: a convocação para Seleção Brasileira sub-21.

“A primeira vez foi para a seleção de base e foi muito especial porque recebi a notícia de um amigo/irmão, meu ídolo Zé Roberto. Fomos jogar no Uruguai e ele me chamou no quarto. Falou que o Gallo estava pronto para me chamar e que era para eu continuar jogando da mesma forma”.

Foto: Facebook/Reprodução

Titular absoluto na posição, Wendell estava ansioso para atuar pela Seleção Brasileira nas Olimpíadas do Rio de Janeiro. Porém, cerca de dois meses antes da divulgação da lista final, o lateral acabou ficando fora devido a uma lesão no tornozelo. Ele comentou sobre o período de recuperação e a frustração de não ter participado das Olimpíadas.

“No começo fiquei muito chateado e foi bem difícil de assimilar. Era uma Olimpíada dentro da nossa casa, com a nossa família perto, havia o sonho de conquistar a medalha de ouro pela primeira vez. Foi complicado de entender, mas, pra minha alegria, logo na sequência fui chamado para a seleção principal”.

Recuperado da lesão, Wendell voltou a vestir a camisa da Seleção Brasileira, mas não de base, a principal. Dois meses após a conquista do ouro olímpico, Tite convocou o jogador para substituir Marcelo, cortado por contusão. Emocionado, ele afirmou ‘não ter palavras’ para definir o que sentiu após receber a ligação do técnico.

“A convocação para a seleção principal veio em um momento que eu não estava esperando e não tenho palavras para descrever a minha alegria naquele momento. Vestir a camisa da seleção é o sonho de toda a criança e o meu não era diferente. Só tenho a agradecer a Deus por ter me dado essa oportunidade e estou trabalhando firme para poder voltar a representar o meu país”.

Desde que chegou ao Bayer Leverkusen, Wendell teve seu nome vinculado a gigantes europeus – entre eles Barcelona, Real Madrid, PSG, Inter de Milão, Roma e Napoli. Perguntado sobre os clubes interessados em contar com seu trabalho, respondeu: “Fiquei muito orgulhoso ao ver meu nome vinculado a clubes tão bons e tradicionais da Europa. É sinal de que o trabalho está sendo bem feito e que as pessoas estão observando. Isso só me dá ainda mais motivação para seguir dedicado e tentando evoluir a cada dia. Estou muito feliz e adaptado no Bayer Leverkusen, que também é um dos gigantes da Europa, e o meu foco é fazer o clube voltar a disputar as principais competições do continente”.

Wendell demonstrou ser uma pessoa carismática e de fácil amizade. No Leverkusen, ele revelou ter mais proximidade da ‘galera latina’.

“Eu me dou bem com todo mundo. Aonde vou, faço muitas amizades. Aqui no Bayer formamos uma galera latina. Tem o Aranguiz, o André Ramalho, Lucas Alario. Mas me dou bem com todo mundo. Gosto de brincar bastante e sempre tento levar alegria e o meu jeito descontraído ao vestiário”.

Wendell não pensou duas vezes quando perguntado: qual é o seu objetivo no futebol? “Olha, eu agradeço por tudo o que conquistei até agora. Não é fácil chegar até onde cheguei, mas ainda tenho muitos objetivos na carreira. Um deles é voltar para a Seleção Brasileira. Sei que, neste momento, é difícil porque o Brasil tem muitos jogadores de qualidade na minha posição, mas confio no me futebol e sei que tenho condições de ser convocado novamente”

Bayer Leverkusen entrará em campo no próximo dia 18, às 11h30, horário de Brasília,  para enfrentar o RB Leipzig, em jogo válido pela 12ª rodada da Bundesliga. O clube ocupa a 9ª colocação, dez pontos atrás do líder Bayern de Munique.

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Apaixonado por futebol, amante da Fórmula 1, comentarista político quando necessário e peladeiro sempre.