Em ascensão no UFC, brasileiro sonha com luta contra McGregor: ‘Ele estaria ferrado’

Reprodução/Instagram oficial Gilbert Durinho

Por muito tempo, Gilbert Burns, o Durinho foi conhecido no mundo do MMA como “o técnico de Vitor Belfort”. Isso porque o fluminense de Niterói por treinador de jiu-jitsu do “Fenômeno” entre 2011 e 2015. Mas desde 2014 o atleta de 31 anos busca seu lugar ao sol no UFC. Após o primeira vitória por nocaute na organização – sobre o americano Jason Saggo, no dia 16 de setembro -, o lutador sonha com a oportunidade de enfrentar ninguém menos do que o irlandês Conor McGregor, campeão da categoria dos leves (até 70kg) e principal nome do UFC.

“Seria o sonho, seria a luta da aposentadoria (risos). Aceitaria fácil, é tudo o que eu queria. Mas eu acho que ele não vai lutar muito MMA, não. Acho que ele vai fazer mais superlutas, acho que, se voltar, fará uma super luta de MMA, talvez contra o St-Pierre, o Tyron Woodley. Se eu quero lutar? Claro, lógico, todo mundo quer. Mas acho que ele não vai voltar tão cedo”, disse Durinho em entrevista ao Torcedores.com.

“Ele é muito bom, isso aí ninguém pode tirar dele. Ele ganhou do Aldo, ganhou do Chad Mendes, do Nate Diaz… e ganhou bem de vários caras. Ele é um bom lutador. Mas acho que ele tem muitas falhas no jogo. O cárdio é um defeito, o chão. Ele é muito bom, mas não é completo. Muita gente teria chance de ganhar dele. Eu não entraria só pelo dinheiro, entraria para ganhar, para finalizar. Eu acho que tenho um queixo bom, consigo absordver bastante golpe e conseguiria colocar ele para baixo. Ele estaria ferrado. Um cara que tem um bom nível de wresling, um bom jiu-jitsu… Tem chance de ganhar do MGregor”, completou.

No início de outubro, McGregor afirmou que pretende defender o cinturão. A tendência é que o irlandês encare o norte-americano Tony Ferguson, dono do título interino da divisão desde a vitória por finalização sobre Kevin Lee no UFC 216, disputado no último sábado (7), em Las Vegas. A última aparição do “Notório” no UFC foi em novembro do ano passado, quando derrotou Eddie Alvarez e se tornou o campeão dos leves. Depois disso, o europeu fez uma luta de boxe contra Floyd Mayweather, em agosto de 2017. McGregor perdeu por nocaute técnico.

De fato, as credenciais de Durinho dão a ele a confiança para enfrentar McGregor. No MMA, são 12 vitórias, sendo sete por finalização, em 14 lutas. Já no jiu-jitsu, o fluminense tem três títulos mundiais.

CAMINHO LONGO

Mesmo assim, ele admite que o caminho até McGregor é longo. Durinho afirmou que está conversando com o UFC para ter um novo contrato, que já o embate contra Saggo foi o último do vínculo. “Minha previsão é lutar em dezembro, estou ansioso por um novo combate. Não tem nenhum nome, nenhum oponente. Se eu pudesse escolher, tem o Oliver Albin-Mercier, que lutou no mesmo card, tem o Steven Ray. Não tem ideia, quem colocar a gente luta. O objetivo é fazer bastante lutas, bastante vitórias. O negócio é lutar.”

E Durinho também acredita que algo mudou após a vitória sobre Jason Saggo. Embora não tenha sido o primeiro nocaute na carreira, foi a primeira vez que o brasileiro venceu dessa forma no UFC. Para o lutador, o jeito com que os rivais o enxergam será diferente.

“Acho que eles pensam que eu só tenho o chão. Em duas vezes ele agarrou meu chute, poderia ter ido para cima de mim e não foi. Acho que eles pensam que o caminho mais fácil contra mim é em pé.”

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Jornalista, editor do Torcedores.com. Passagens pelos jornais Metro, O Estado de S. Paulo, Jornal da Tarde, Marca Brasil, Agora São Paulo, Diário de S. Paulo e Diário do Grande ABC.