Valdir Espinosa fala sobre Botafogo x Grêmio e fica em cima do muro sobre torcida

Grêmio
Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

Botafogo x Grêmio começam a decidir nesta quarta-feira, às 21h45, no Nilton Santos, uma vaga na semifinal da Copa Libertadores. Com história marcante pelos dois clubes, Valdir Espinosa, que até início de agosto era coordenador técnico gremista, projetou um duelo equilibrado, em entrevista à Rádio Gaúcha.

“Grande jogo de Libertadores. Uma das equipes sabe o que é ser campeão, no caso o Grêmio, com dois títulos e a outra o Botafogo que ainda não conquistou, mas sabe da importância. Se entrarmos na questão de quem é o favorito, tende a ser o Grêmio o vencedor por ter dois títulos, mas se voltarmos ao tempo, em 1983, nós vamos ver que o Peñarol, adversário do Grêmio, tinha quatro títulos na Libertadores. No entanto, ali o Grêmio conquistava seu primeiro título”, ponderou Espinosa. “Prevejo um jogo muito equilibrado, disputado, com qualidade e vamos ver o que acontece”.

Espinosa falou sobre os diferenciais do dois times e fez muitos elogios à dupla de zaga gremista, segundo ele a melhor da América do Sul.

“No Botafogo a referência é o Gatito. Foi meu goleiro no Cerro Porteño quando ainda era garoto e está vivendo o maior momento da carreira tanto é que o Jefferson, goleiro de seleção brasileira, está no banco e não tem o que fazer. E no lado de frente a referência é o Roger, o seu goleador. É um jogador que define e tem qualidades”, disse ao analisar o Fogão.

“Do lado do Grêmio nós começaríamos pela zaga. É a melhor do Brasil ou até da América do Sul. Geromel e Kannemann são os melhores zagueiros da América. Aí vamos passar por um meio-campo de qualidade, com Arthur, a grande revelação do ano, a ‘formiguinha’ Ramiro, o Luan, o grande destaque do futebol brasileiro, mas uma interrogação por não saber se ele vai ser liberado para jogar. Grêmio tem uma equipe com maior rodagem, com pequena vantagem na parte técnica, mas isso não significa dizer que o Botafogo seja uma equipe fraca”, falou.

Ex-jogador do Grêmio e ex-técnico do Botafogo, Espinosa ficou em cima do muro quando foi questionado se tinha preferência pela torcida no confronto.

“Eu fui campeão da Libertadores e do mundo pelo Grêmio e acabei com um jejum de títulos do Botafogo de 21 anos. Tenho um carinho muito grande por ambos. Ali eu comecei a ser gremista e ser botafoguense. Vou assistir ao jogo e, ao terminar o jogo, vou ter a alegria do vencedor e a tristeza do perdedor”, comentou.

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Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)