ESPN faz história com mulheres em transmissão da NFL no Brasil e EUA; saiba quem são

O crescimento da NFL entre o público feminino não é novidade. A popularidade da liga norte-americana é tanta, que a ESPN fez história no Brasil e nos Estados Unidos ao contar com mulheres na narração e nos comentários durante o jogo entre Denver Broncos e Los Angeles Chargers, que aconteceu nesta segunda-feira.

Nos EUA, Beth Mowins virou a primeira mulher a narrar o tradicional Monday Night Football em rede nacional. É apenas a segunda vez que uma pessoa do sexo feminino assume o microfone principal durante uma transmissão da liga em solo norte-americano. A primeira foi Gayle Sierens, que em 1987 narrou uma partida pela NBC Sports.

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Aos 50 anos, Mowins tem vasta experiência no jornalismo e uma respeitável carreira no esporte. Nascida em Syracuse, Nova York, ela jogou futebol e softball no colegial, e chegou a ser capitã do time de basquete da universidade de Lafayette.

A vida como narradora começou nos anos 90, com partidas de futebol americano universitário. Desde então, ela trabalhou em uma Copa do Mundo e em diversos jogos de futebol feminino. A chance na NFL veio nesta segunda-feira, com Broncos x Chargers. Ela voltará a fazer história em duas semanas, quando narrará Cleveland Browns x Indianapolis Colts pela CBS. Será a primeira vez que uma mulher vai narrar um confronto da NFL em 58 anos da emissora.

Já no Brasil, a ESPN contou com os comentários da convidada Paula Ivoglo. Torcedora do New England Patriots, ela dividiu a transmissão com Fernando Nardini e Antony Curti. Aos 33 anos e formada em Sistemas da Informação, ela largou a carreira de TI em 2015 para seguir um sonho e criou o site NFL de Bolsa, especializado em conteúdo sobre a liga para o público feminino.

“Em todos esses anos acompanhando a NFL senti falta de um local mais dedicado a nós mulheres, com notícias mais simples, objetivas e em um único local, para conciliar com a loucura que é o dia de nós mulheres multitarefas. Além disso, queria ajudar a divulgar informações sobre times femininos de futebol americano e jogos pelo Brasil, e claro, a ideia é que possamos trocar muita informação, experiências e quem sabe até organizar eventos”, conta Paula.