“Acho melhor ser rival do que amiga de Serena”, destaca Sharapova

Divulgação/Tennis Australia

Já não é de hoje que Maria Sharapova e Serena Williams não se bicam no circuito mundial. Nessa semana, porém, a disputa ganhou um novo capítulo após um trecho revelado da biografia da loira pelo jornal “The New York Times”. Na obra “Unstoppable”, a russa conta que a rivalidade torna ambas melhores competidoras, porém isso é um fator que dificulta ao máximo que esse antagonismo vire amizade no futuro.

“Serena e eu deveríamos ser amigas: amamos a mesma coisa e temos a mesma paixão. Poucas pessoas no mundo sabem o que a gente sabe: como é se sentir no meio dessa tempestade, o medo e a raiva que te guiam, como é ganhar e como é perder. Mas não somos amigas, realmente não somos”, conta Sharapova.

“Acho que motivamos uma à outra. Talvez isso seja melhor do que sermos amigas. Talvez isso seja o necessário para ativarmos nossa fúria de maneira adequada. Só quando você tem esse intenso antagonismo você consegue achar força para derrotá-la. Algum dia, quando isso estiver no passado, talvez sejamos amigas, ou não”, completou a loira.

TRIÂNGULO AMOROSO

A competição entre as duas já extrapolou os limites das quadras – em 2013, Serena cutucou publicamente a rival ao falar que a loira namorava uma pessoa de “coração negro”, em referência ao tenista búlgaro Grigor Dimitrov, com quem Williams supostamente teria tido um affair pouco antes.

Por sua vez, Sharapova devolveu na mesma moeda e lembrou do relacionamento de Serena com seu técnico, o francês Patrick Mouratoglou, que na época ainda estava comprometido. Hoje, a caçula das Williams já é mãe de uma menina e está noiva do empresário Alexis Ohanian.

Nas quadras, a vantagem de Williams é avassaladora sobre Sharapova. Em 21 jogos, são 19 vitórias para a norte-americana. Os dois únicos triunfos da russa aconteceram ainda em 2004. Em sua biografia, a ex-número 1 do mundo diz que o título de Wimbledon em cima de Serena foi o estopim para a rivalidade.

“As pessoas falam sobre a força da Serena, seu saque e sua confiança, como o jogo dela se encaixa contra meu jogo, e, claro, tem verdade em tudo isso. Mas para mim, a resposta real estava lá, naquele vestiário, quando eu estava me trocando e ela estava berrando. Acho que Serena me odiou por ser a criança magra que a venceu, contra todas as possibilidades, em Wimbledon”, revelou a russa.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.