Hoje é Dia do Atleta Paralímpico

Crédito: Bruno de Lima/Fotocom/CPB

Dia do Atleta Paralímpico é comemorado dia 22/09 e visa homenagear, apoiar e divulgar todo o trabalho dos atletas Paralímpicos, além de fazer uma melhor inclusão com as pessoas com deficiência.

As modalidades Paralímpicas são: Atletismo, Basquete em Cadeira de Rodas, Bocha, Canoagem Velocidade, Ciclismo de Estrada, Ciclismo de Pista, Esgrima em Cadeira de Rodas, Futebol de 5, Futebol de 7, Goalball, Halterofilismo, Hipismo, Judô, Natação, Remo, Rugby em Cadeira de Rodas, Tênis de Mesa, Tênis em Cadeira de Rodas, Tiro com Arco, Tiro Esportivo, Triatlo, Vela e Voleibol sentado

Só que, muitas vezes, o atleta Paralímpico, enfrenta problemas como: falta de patrocínio (os custos de hotel, passagens e alimentação são pagos pelo próprio paratleta ou pelo treinador), falta de visibilidade.

Os atletas Paralímpicos são aqueles que apresentam algum tipo de deficiência e que participam dos Jogos Paralímpicos, uma versão dos Jogos Olímpicos com modalidades adaptadas para esportistas com algum tipo de deficiência.

Oficialmente, o Dia Nacional do Atleta Paralímpico foi instituído 8 de maio de 2012. Porém, a data é celebrada em sequência ao Dia Nacional de Luta das Pessoas com Deficiência, em 21 de setembro.

Até o presente momento são 23 modalidades presentes nas Paralimpíadas. Conheça algumas modalidades e paratletas

Seguem alguns exemplos de atletas paralímpicos, suas modalidades e suas regras:

Atletismo

Crédito do fotógrafo: Marcio Rodrigues/Mpix/Cpb

Alan Fonteles de Marabá, Pará, é um paratleta brasileiro, campeão mundial de atletismo. Ele teve suas duas pernas amputadas (abaixo do joelho) desde os 21 dias de vida, por conta de uma infecção, a qual não permitiu que suas pernas se desenvolvessem completamente. É especializado em provas de velocidade, geralmente competindo em eventos da classe T43.

Em 2013, durante o Mundial de Atletismo Paralímpico, Alan conquistou o ouro da prova de 200 metros da classe T43 quebrando o recorde mundial, que era de Oscar Pistorius, (o único atleta da história a competir em igualdade entre os atletas e paratletas);

Já em 2015, Alan conquistou a medalha de ouro nos 200m e prata nos 100m, no Parapan de Toronto, realizado em agosto;

Em outubro de 2015, no Mundial de Doha, no Catar, Alan conquistou a prata nos 200m e o bronze nos 100m.
E nos 200 metros, Alan fez 20,66 centésimos que é Record mundial para atletas amputados.
No último Troféu Brasil os cinco primeiros maiores corredores do país da prova de 200 m são:
Corredores Tempo
1. Bruno Tenório 20s33
2. Jorge Vides 20s62
3. Jefferson Lucindo 20s63
4. Alan Fonteles 20s66
5. Aldemir Junior 20s69
6. Pedro Luiz de Oliveira 20s90
Dados Estatísticos feitos pelo GE/2016

Regra retirada do site da CPB:

É praticado por atletas com deficiência física, visual ou intelectual. Há provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos, tanto no feminino quanto no masculino. Cada uma, conta com suas disputas específicas.

Os competidores são divididos em grupos de acordo com o grau de deficiência constatado pela classificação funcional. Os que disputam provas de pista e de rua (velocidade, meio-fundo, fundo e maratona) e salto em distância, levam a letra T (de track) em sua classe. Já os atletas que fazem provas de campo (arremessos, lançamentos e salto em altura) são identificados com a letra letra F (field) na classificação.

Para os atletas deficientes visuais, as regras de utilização de atletas-guia e de apoio variam de acordo com a classe funcional. Nas provas de 5000m, de 10.000m e na maratona, os atletas das classes T11 e T12 podem ser auxiliados por até dois atletas-guia durante o percurso (a troca é feita durante a disputa). No caso de pódio, o atleta-guia que terminar a prova recebe medalha. O outro, não. Há, também, situações específicas em que um guia que não estava inscrito inicialmente em determinada prova tenha de correr. Neste cenário, ele não recebe medalha, caso suba ao pódio.

Esgrima em Cadeira de Rodas

Crédito: Marco Antonio Teixeira/MPIX/CPB

A vida de Jovane Guissone mudou drasticamente em 2004, quando ele reagiu a um assalto e acabou levando um tiro que o fez perder o movimento das pernas. A volta por cima veio em 2008, quando ele começou a praticar a esgrima em cadeira de rodas.

• Copa do Mundo –Pisa /Italia 17 à 19 /03 (3ª Es
• Copa Brasil – São Paulo 27 a 30 /04 (1ª És 1ª Fl 1ª Eq
• Copa do Mundo – Stadskanaal /Ned 10 a 14 /05 (2ª Es)
• II Copa Brasil -São Paulo 13 a 16 /07 (1ª Es 1ª Fl 3ª Eq
• Campeonato brasileiro -São Paulo 26 a 29/10 (?)

Regra retirada do site da CPB:

Destinada a atletas com deficiência locomotora, a esgrima adaptada surgiu em 1953 e foi aplicada originalmente pelo médico alemão Ludwig Guttmann, o pai do movimento paralímpico. A modalidade, uma das mais tradicionais, é disputada desde a primeira edição dos Jogos Paralímpicos, em Roma 1960.

Praticado por pessoas com amputações, lesão medular ou paralisia cerebral, a esgrima em cadeira de rodas é um esporte rápido e tenso, onde os atletas devem usar sua inteligência e raciocínio estratégico para vencer seu adversário, julgando o momento e a quantidade de ataques assim como de movimentos defensivos.

Em Londres 2012, o Brasil conquistou o primeiro ouro em Jogos Paralímpicos.

Natação

Crédito: Washington Alves/MPIX/CPB

Daniel Dias que tem sua deficiência uma má formação congênita nos membros inferiores e superiores.
Mas que nas Paralimpíadas do Rio 2016 competiu 9 vezes e subiu ao pódio as 9 vezes. Sendo as medalhas distribuídas assim:

Ouro: 4 medalhas
Bronze: 2 medalhas
Prata: 3 medalhas

Onde Daniel participou tanto provas em equipe quanto provas individuais e foi o maior medalhista.

Regra retirada do site da CPB:

As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas. A largada também pode ser feita na água, no caso de atletas de classes mais baixas, que não conseguem sair do bloco. As baterias são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência.

As classes sempre começam com a letra S (swimming). O atleta pode ter classificações diferentes para o nado peito (SB) e o medley (SM).

O atleta é submetido à equipe de classificação, que procederá a análise de resíduos musculares por meio de testes de força muscular; mobilidade articular e testes motores (realizados dentro da água). Vale a regra de que, quanto maior a deficiência, menor o número da classe.



Sou profissional na área de PcDs (Pessoas com Deficiência) e consultora sobre o tema. Crio elo entre empresas e profissionais PcDs, desenvolvendo relações que agreguem qualidade de vida para pessoas e geração de valor para empresas. Palestrante e Coach, trago através do Torcedores.com informações sobre paratletas, suas modalidades e suas histórias de superações. Meu site: www.clickconsultoriapcd.com