Denílson diz guardar “a 11 do Flamengo” e relembra resenha com Zagallo na Gávea

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O comentarista Denílson foi o convidado do programa “Noite dos Craques”, dos canais Esporte Interativo, da última terça-feira, e bateu um longo papo com Rivellino e Zico sobre sua carreira como jogador. Revelado pelo São Paulo e que passou por Real Bétis e Palmeiras, entre outros clubes, o ex-atacante também teve a chance de defender as cores do Flamengo.

Em 2000, Denílson foi contratado para compor uma equipe de galácticos junto com Edílson, Alex, Petkovic e Gamarra. Além disso, já estavam na Gávea nomes como Athirson, Adriano Imperador (em início de carreira) e Julio César. A realidade, porém, mostrou-se diferente e a equipe fracassou em todos os sentidos.

Denílson, por exemplo, só jogou 19 partidas nos quase seis meses de Flamengo, com apenas quatro gols. Ele, todavia, não se arrepende de ter defendido o clube. “Até hoje tenho orgulho de ter jogado no Famengo. Tenho a número 11 guardadinha num lugar especial na minha casa”, contou o ex-atacante.

Para ele, o Flamengo de 2000 não deu certo por uma série de fatores – a má gestão do então presidente Edmundo Santos Silva foi destacada pelo ex-jogador, que deixou o clube no fim da temporada e com salários por receber.

RELAÇÃO COM ZAGALLO

Na Gávea, deu tempo de Denílson conviver também com Zagallo, que assumiu o time no final de 2000. O camisa 11 ficou animado com o retorno do ex-técnico da seleção brasileira, com quem esteve na Copa do Mundo da França dois anos antes, pois pensava em ter mais chances como titular.

Mas em uma resenha pouco tempo depois, o camisa 11 foi surpreendido pelo “Lobo”.

“Lembro que teve uma vez que o Zagallo me chamou para uma conversa junto com o Edilson, o Pet e o Alex. Falou que não poderia usar os quatro pois ficaria um time muito ofensivo. Pensei: ‘Moiô’. Daí ele vira para mim: “Denílson, vou te colocar no segundo tempo. Deu certo na Copa do Mundo, confia em mim'”, lembrou Denílson, arrancando gargalhadas dos presentes no programa.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.