Jovem amazonense conquista quatro medalhas de ouro no Austin Open de Jiu-Jítsu, nos EUA

Foto:Mauro Neto/SEJEL

O atleta amazonense Mateus Lopes, 16, faturou quatro medalhas de ouro pelo Austin Open de Jiu-Jítsu, nos dias 22 e 23 de julho, nos EUA,  nas categorias juvenil leve, absoluto, com e sem quimono. Ao desembarcar nesta terça-feira, dia 8, em Manaus, ele contou que venceu seis atletas americanos por finalização, além de  aproveitar os  dias no território estadunidense  para intercâmbio esportivo. 

A história do atleta na arte suave começou aos sete anos por incentivo do pai, Markgley Ferreira.  De acordo com  Mateus, ver o pai lutando o atraiu para  modalidade, mas com uma ambição maior, se profissionalizar e estar entre os melhores.

Meu pai sempre praticou o jiu-jítsu por hobby, e eu, diferente dele, queria competir, queria ganhar medalhas. Desde então eu fui em busca deste sonho e ainda pretendo ir mais longe e ganhar os principais campeonatos do mundo. Quero ser o melhor da minha categoria, representar bem e crescer no esporte”, disse Lopes.

O jovem  é campeão brasileiro há dois anos consecutivos (2013-2014), campeão pelo Mundial pela Confederação Brasileira de Jiu-Jítsu Esportivo (CBJJE) por três anos (2012 – 2013 – 2015), tendo participado neste ano do Pan-Americano, no mês de março, quando obteve o 3º lugar, e do Mundial de Jiu-Jítsu em Long Beach, em junho, conquistando também o 3º lugar. Ambas as competições aconteceram na Califórnia.

“Nas duas competições deste ano eu não venci, pois apenas o primeiro colocado vence a disputa, a vitória este ano veio apenas no Austin Open e valeu muito a pena. Entretanto, 2017 ainda não acabou e tenho outras missões a cumprir, e meu desejo é afinar cada vez mais os treinos para garantir resultado”, comentou o atleta.

Mateus, que disputou o torneio nos EUA com o apoio do governo do estado, através da SEJEL (Secretaria da Juventude Esporte e Lazer do Amazonas), aponta os objetivos seguintes:

Eu estou tirando o meu visto de atleta, o que vai fazer com que eu possa ficar por mais tempo nos Estados Unidos. Vou morar em San Antonio, no Texas, e já tenho tudo certo por lá. Meu treinador será o mestre brasileiro, Rodrigo Pinheiro, que é um dos ícones do esporte. Devo ficar seis meses aqui e seis meses lá. Esse intercâmbio vai aprimorar meus conhecimentos como atleta, me fazer amadurecer como pessoa, além do mais, vou estar praticando outro idioma, então vai ser uma boa experiência. Além disso, a remuneração também conta bastante nessa decisão”, contou.