Marcelo Simões mostra o que há de especial numa moto de FMX

Moto Marcelo Simões
Suspensão é a parte que mais demanda trabalho na preparação

Prestes a estrear nova moto no Arena Cross, multicampeão apresenta preparação necessária para o freestyle motocross

Na corrente evolutiva que gira o freestyle motocross, um elo é fundamental: a motocicleta. Elo que exige preparação para garantir boas manobras e segurança. Ainda cabe à moto transmitir ao público boa parte da identidade do piloto. Por isso, prestes a estrear a nova montaria no Arena Cross (24 de junho), Marcelo Simões mostra o que há de especial na preparação de uma moto para FMX.

Antes de tudo, Simões credita um componente como fundamental na preparação: as suspensões. O piloto justifica explicando que a execução de boas manobras e a própria segurança estão associadas ao sistema: “As suspensões ajudam a ‘copiar’ a rampa de lançamento, a projetar o piloto no salto da melhor maneira, e recebem o impacto no pouso”.

No que se refere à segurança, o sistema pode até salvar um piloto, caso cometa alguma falha. Simões cita exemplos como pouca aceleração ou aceleração excessiva, quando aplicadas rumo ao salto. Nestes casos, o pouso se dará, respectivamente, antes e depois do ponto ideal. Embora o corpo do piloto trabalhe em conjunto com o sistema para absorver impactos, nestas situações, a força da pancada será comportada principalmente pelas suspensões.

A evolução do freestyle motocross intensificou a preparação das suspensões para a modalidade. “As suspensões usadas nas motos de FMX derivam do motocross. Mas hoje pouco se parecem quando falamos em sistemas hidráulicos. Usamos componentes bem diferentes, configurações bem particulares. Na Race Tech, conseguimos ótimos resultados com peças especialmente fabricadas para isso, satisfazendo as necessidades de cada piloto”, explica Jaime Rodriguez, preparador da Race Tech, marca que equipa as suspensões da CRF 450 de Simões.

Quando Rodriguez descreve o processo de preparação, nota-se que satisfazer a necessidade dos pilotos é algo meticuloso. Envolve analisar diversos aspectos individuais, para entender a fundo o que é preciso. Todavia, sintonizado ao discurso de Simões, um aspecto sobrepõe os demais na preparação: segurança. “Se não há segurança, não há evolução”, diz, categoricamente, Rodriguez.

Complexidade técnica à parte, basta observar o ápice de uma manobra para perceber que boa parte da atração do FMX reside no apelo visual. O que levou os pilotos a criarem grafismos e estética distintas das corridas. Normalmente, o visual reflete gosto ou personalidade do piloto. E a missão de criar a arte da moto de Simões ficou sob responsabilidade da DeMX. A empresa conseguiu aliar o estilo e ao destaque aos patrocinadores exibidos na moto.

Todo este trabalho de preparação será visto em ação em 24 de junho, em Criciúma (SC). A cidade recebe a 2ª etapa do Arena Cross 2017, campeonato no qual Simões realiza apresentações de freestyle motocross em todo o calendário.