Veja o que mudou no Palmeiras do Brasileirão de 2016 para 2017

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Crédito da foto: Reprodução/TV Palmeiras

O Palmeiras entra no Campeonato Brasileiro 2017 com a missão de repetir o que fez em 2016: conquistar o título. O jejum de 22 anos foi quebrado e isso já deixou o torcedor mais aliviado, porém pelo dinheiro que a Crefisa investe no clube, o palmeirense quer continuar ganhando.

No primeiro semestre, reforços chegaram para deixar o elenco mais “cascudo” nas disputas sul-americanas, algo em que o Verdão falhou ano passado. Nomes como Luan, Borja, Hyoran, Willian Bigode, Michel Bastos, Antônio Carlos, Keno, Alejandro Guerra, Raphael Veiga e Felipe Melo foram escolhidos para manter a equipe lá em cima e buscar a “obsessão” taça da Libertadores.

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Além desses jogadores, o técnico chamado para essa difícil missão foi Eduardo Baptista, que viveu à sombra de Cuca desde sempre e precisava fazer o time permanecer jogando bem. Matheus Sales (Bahia), Allione (Bahia), Cleiton Xavier (Vitória), Roger Carvalho (Atlético-GO), Gabriel (Corinthians), Vagner (Mirassol) e Gabriel Jesus (Manchester City-ING) saíram e enxugaram o plantel para a chegada dos novos contratados.

Na disputa do Campeonato Paulista, o Palmeiras não engrenou e os torcedores já ficaram desconfiados. Baptista foi sempre o centro das atenções e convivia com as críticas da imprensa. No mata-mata, passou pelo Novorizontino, mas pasou na ponte preta em uma eliminação inadmissível na visão dos fanáticos (3 a 0 na ida e vitória por 1 a 0 na volta).

Na Libertadores, o Alviverde jamais fez uma atuação de encher os olhos, porém mesmo assim liderou sua chave desde o começo. Vitórias na bacia das almas testaram os corações dos palmeirenses, como diante do Jorge Wilstermann (BOL) no Allianz Parque e Peñarol (URU), tanto em casa como no Uruguai, onde os jogos foram uma verdadeira guerra.

Devido ao fraco desempenho de jogadores como os badalados Borja, Keno e Guerra, Eduardo Baptista era cada vez mais cobrado. E esbravejou em uma entrevista coletiva no fim de abril depois da épica vitória sobre o Peñarol, em Montevidéu, onde “o pau quebrou” literalmente. Mesmo assim, o desabafo não adiantou muito e ele foi demitido depois da derrota para o Jorge Wilstermann.

Cuca, campeão nacional em 2016, retornou e viverá sob pressão pelos próximos meses. Mas por conhecer boa parte do grupo de atletas, poderá novamente “fechar” o plantel para que o Verdão chegue ao sonhados onjetivos no final de 2017.



Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Atualmente como repórter colaborador no site Torcedores.com.