Galiotte detona Conmebol por suspensão a Felipe Melo: “Fomos vítimas”

Mano Menezes
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Durante a apresentação do técnico Cuca, nesta terça-feira, houve tempo para o presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte, manifestar-se publicamente em relação ao relatório divulgado pela arbitragem do jogo contra o Peñarol, em abril, que terminou em briga generalizada.

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O árbitro Enrique Cáceres opinou que o volante Felipe Melo teria provocado a ira dos uruguaios ao estender seus braços para cima, o que fez a Conmebol suspender preventivamente o jogador por três partidas – assim como outros três atletas do Peñarol. Galiotte não poupou críticas à entidade que rege o futebol sul-americano alegando que o Verdão foi a vítima da confusão em Montevidéu.

“O Palmeiras não concorda (com a decisão da Conmebol) e está se posicionando juridicamente em relação ao relatório da partida contra o Peñarol. Entendemos que fomos vítimas, que houve total falta de segurança. O clube, os atletas e nossos torcedores foram vítimas. O Palmeiras teve de se defender em todos os momentos”, disparou o mandatário.

Além de perder Felipe por mais dois jogos – o camisa 30 já não atuou contra o Jorge Wilstermann, na semana passada -, o Palmeiras ainda poderá jogar com os portões fechados no Allianz Parque diante do Atlético Tucumán, caso a Conmebol decidir que o clube mereça uma punição maior pelo caso.

Líder do Grupo 5 com dez pontos, o Palmeiras enfrenta o time argentino na quarta-feira da próxima semana, dia 24, no Allianz Parque, sob o comando já de Cuca. O clube alviverde só precisa de um empate para avançar às oitavas de final.

ENTENDA A POLÊMICA

Na súmula da partida entre Peñarol x Palmeiras, estão os relatos do árbitro Enrique Cáceres, e do delegado do confronto, Mario Campos. Esse último informa: “o fechamento do portão de acesso ao vestiário foi ordenado pelo oficial de segurança da partida”, ou seja, alguém mandado pela própria entidade que rege o futebol no continente.

De acordo com o relato, foram autorizados 12 seguranças do Palmeiras a permanecerem no estádio, porém o grupo acabou cuidando da proteção dos dirigentes do clube no camarote. Eles estava proibidos de entrar no gramado, mas quatro forçaram a entrada para retirarem os jogadores da confusão. Por isso, o portão teria sido fechado a pedido do oficial de segurança.

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Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.