Palmeirense no Uruguai revela clima de “ditadura” e amigos espancados em dia pós-jogo

Foto: Julia Krauss Stabel/Divulgação

Como informou, em primeira mão, o Torcedores.com, a briga generalizada após a vitória do Palmeiras sobre o Peñarol, na última quarta-feira, saiu de campo, atingiu as arquibancadas do estádio Campeón del Siglo e transbordou para as ruas. O palmeirense Gabriel Santoro, torcedor que estava presente no jogo em Montevidéu, conta que o clima continuou tenso no dia seguinte à partida.

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À nossa reportagem, Gabriel relata que ele e outros palmeirenses foram perseguidos por torcedores do Peñarol na quinta-feira quando foram almoçar no Mercado Del Puerto, no centro de Montevidéu. “Estávamos inseguros se saíamos de camisa do Palmeiras ou não, mas pensamos que não teria problema por se tratar de um dia de semana”, começou.

No local, havia muitos brasileiros almoçando, entre eles torcedores do Palmeiras e até da Chapecoense. Gabriel diz que estava filmando na hora quando foi abordado por um policial à paisana, que informou ao palmeirense que era proibido o registro de vídeo.

DITADURA?

Houve até uma espécie de toque de recolher por parte da Polícia uruguaia, até para evitar uma nova confusão com os brasileiros.

“Eles (a Polícia) disseram que o clima na cidade estava estranho, nos pediu para tirarmos a camisa do Palmeiras e que voltássemos para o hostel. Quando estávamos esperando o táxi, veio um grupo de 10, 11 torcedores do Peñarol, todos socando a mão… Passaram xingando a gente e esperando alguma reação para começar uma briga. Não fizemos nada, até porque não queríamos confusão e estávamos na cidade deles”, prosseguiu o torcedor palmeirense.

Pouco tempo depois, Gabriel ficou sabendo, por grupos do WhatsApp, que houve tumulto no centro da cidade e que palmeirenses foram agredidos por torcedores. “Olha, foi uma questão de 15 minutos depois que entramos no táxi, ficamos sabendo que uns amigos de Curitiba, que estavam juntos da gente no Mercado Del Puerto, foram espancados no centro. Provavelmente aqueles torcedores se juntaram a outro grupo e daí começou a briga. Um amigo nosso cortou o braço, amassaram o carro deles…”, informou o designer paulistano de 34 anos.

Palmeirense fanático, Gabriel já se acostumou a viajar pelo Brasil para acompanhar o clube do coração. No ano passado, viajou à Argentina para acompanhar o Verdão na Libertadores em partida contra o Rosario Central, em Rosário. “Sempre acontece alguma coisinha quando vou assistir a jogos, xingamentos, provocação e até pedrada em ônibus… mas, de todas, essa foi a viagem mais tensa que já fiz, encerrou o torcedor alviverde.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.