Opinião: primeira convocação de Renan para a seleção brasileira é burocrática

Foto: Confederação Brasileira de Vôlei/CBV

A primeira convocação da Seleção Masculina de Vôlei sobre o comando de Renan Dal Zotto, na última segunda-feira (08), para a disputa da Liga Mundial e Copa dos Campeões foi apenas burocrática. Com a base da equipe que foi campeão nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o substituto de Bernardinho trocou poucas peças e optou pela equipe mais experiente na temporada que o antigo treinador utilizada. Com a exceção de Serginho que anunciou a aposentadoria após as Olimpíadas, e William que pediu um descanso para o novo treinador.

Anteriormente, o técnico convocou os levantadores Thiaguinho e Murilo, os centrais Flávio, Webber e Thiago Barth, os ponteiro João Rafael e Allison Melo e os opostos Luan e Renan. Desta primeira turma apenas dois jogadores foram inscritos na Liga Mundial. Além desses atletlas, o central Isac, o líbero Mário Jr. e o Rafael foram cortados da lista dos 18 inscritos para o torneio internacional.

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O treinador ressaltou na entrevista coletiva após a convocação oficial a necessidade de prestigiar os campeões olímpicos dentro de casa. O Brasil será a sede final da Liga Mundial 2017, que será realizado no estádio Arena da Baixada, em Curitiba. E ressaltou que o projeto está sendo realizado para que a seleção chegue bem nas Olimpíadas do Japão em 2020.

A convocação dos jogadores campeões olímpicos foi a alternativa que o novo treinador encontrou para conquistar o grupo na primeira competição. Como o pensamento em 2020, mas tendo todo o ciclo olímpico pela frente. Talvez, um time mais jovem para ganhar experiência internacional fosse a melhor alternativa no momento. Uma folga para os campeões olímpicos nesse início de temporada da seleção e colocar os meninos para ganhar experiência internacional.

Wallace e Lucão pela “horas” de serviços prestados a seleção brasileira poderiam ganhar uma folga nesta temporada. Éder e Evandro, ambos com mais de 30 anos poderiam ser trocados por jogadores mais jovens, sem menosprezar a boa temporada de clubes que realizaram. O corte do central Isasc da lista final foi uma surpresa, a não ser que o jogador tenha solicitado a dispensa.

Renan Dal Zotto foi burocrático ao chamar boa parte do grupo que atuou nas Olimpíadas. Esse era o exato momento para realizar testes na equipe brasileira. Mesmo que a Federação Internacional de Vôlei solicite a participação de atletas de recentemente convocados. Essa é uma situação que dificilmente neste ciclo olímpico terá novamente. Em 2018 terá Campeonato Mundial na Itália e Bulgária, o grande teste de Renan como treinador. Chamar os mais experientes nesta edição da Liga Mundial foi uma forma de blindá-lo caso o time não conquiste nenhum título na temporada.

Foto: Confederação Brasileira de Vôlei/CBV