OPINIÃO: Ponte Preta sentiu, de novo, o peso de fazer história

Foto: © Daniel Augusto Jr. / Ag. Corinthians

É possível mensurar o peso de fazer história? O peso de uma partida importante? O peso de uma decisão? Para a Ponte Preta, a cada ano que passa, esse peso que cai sobre os ombros da Macaca fica maior e mais pesado, uma vez que o clube voltou a sucumbir em momento decisivo. 

Desta vez, foi para o Corinthians, dentro de um Moisés Lucarelli completamente lotado. Era a chance de fazer história, de os jogadores escreverem seus nomes na antiga história do clube, que carece de títulos importantes. No entanto, dentro de campo, muita apatia, praticamente nenhuma chance de perigo e um 3×0 contra.

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Obviamente, o futebol é capaz de proporcionar viradas inacreditáveis, mas a Ponte Preta parece fadada a mais uma decepção em decisões. O time voltou a sentir o peso de fazer história, de poder conquistar o primeiro caneco importante da história do clube, assim como aconteceu no mesmo Campeonato Paulista em 2008 diante do Palmeiras e também 2013 na Copa Sul-Americana contra o Lanús.

Parece que “fazer história” é pesado demais para a Ponte Preta. A torcida não aguenta mais ver o time bater na trave. O estadual deste ano era a chance perfeita para mudar isso. O time vinha bem, tinha despachado dois favoritos, Santos e Palmeiras, esse último com muita autoridade, demonstrando futebol de velocidade, apostando no trio de ataque formado por Clayson, Lucca e William Pottker.

Só que o futebol não tolera nervosismo ou apatia. Esses dois sentimentos estiveram presentes ao time de Campinas durante os 90 minutos do Moisés Lucarelli. Para piorar, Rodriguinho estava em dia inspirado, ao contrário da Macaca, não sentiu o peso de uma decisão, assim como o Corinthians não sentiu ao longo da competição ao ser chamado de “quarta força”.

Na minha opinião, o placar de 3×0 é irreversível na Arena Corinthians e o alvinegro da capital de São Paulo é o virtual campeão estadual. Infelizmente, para os torcedores da Ponte Preta, resta lamentar mais uma chance de fazer história que se perde. Por mais que a Macaca foi valente, aguerrida ao longo do torneio, na hora H, sucumbiu à pressão.