Opinião: Ponte Preta e Guarani: Nunca serão x Nunca mais serão ????

Com a derrota da Ponte Preta e a virtual perda de título, houve festa para mais do que somente corintianos,
a torcida do Guarani também comemorou muito. Estava em jogo o mais fatal dos argumentos usados pelos bugrinos em seus duelos verbais com os pontepretanos: “Nunca serão”

É de causar estranheza que a Ponte Preta, o segundo clube mais antigo do Brasil em funcionamento e mais antigo paulista, nunca levou para a casa uma taça de expressão. Mas é a incômoda verdade para este time que se consolida como a quinta força do estado.

Tudo indicava como uma grande chance de quebrar o maior jejum do Brasil, o famoso “É agora ou nunca mais”. Mas o fardo parecia pesado de mais nessa final. Cada jogador com um saco de 100kg nas costas. Saco que não deveriam ter carregado pois a história não lhes pertenciam.

Separada por aproximadamente 700 metros, está a sede do arquirrival Guarani. Time que acabara de ser eliminado da A2, a segunda divisão paulista. Os fogos que estavam guardados por sua torcida foram acesos veementemente para comemorar o fracasso alheio.

Parece muito pouco para um time que já chegou ao título máximo do futebol brasileiro e que constantemente desfilava pratas da casa pelo cenário nacional e até mundial. Time este que exatos cinco anos disputava a mesma final, mas que por azar do destino defrontou o poderoso Santos de Neymar.

A vitória da Ponte Preta poderia representar o fim do “Nunca serão” e o início do “Nunca mais serão”, agora atribuídos ao Guarani. Até porque a atual crise do Guarani não dá uma perspectiva a curto e médio prazo de que o clube possa voltar a ter um título de expressão.

Parece que o futebol campineiro vive em uma redoma de má sorte. Iremos para 40 anos sem um título local. Neste tempo algumas oportunidades apareceram mas não concretizadas. Segundos já separaram o título de Campinas como em 1986 com o Guarani. Mas nada.

Para a Ponte Preta segue a estratégia de fortalecimento e estabilização, acabar com a gangorra do sobe e desce. Para o Guarani a completa reformulação, o sonho de voltar a ser estrela e não coadjuvante. Lutar pela permanência na série B e almejar o degrau maior. É hora de se ter mais orgulhos das próprias conquistas do que da derrota do próximo.

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Adair Dias, o Zadá, é engenheiro, fanático por esportes. Quando não está trabalhando ou cuidando das filhas, certamente está fazendo algo relacionado com eles.