Juiz diz que Palmeiras foi amador durante negociação envolvendo Wesley

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A negociação envolvendo o meia Wesley, vindo do Werder Bremen-ALE em 2012, ainda causa problemas na Justiça para o Palmeiras. Na época, o clube paulista pagou uma comissão de R$ 1,3 milhões à MKT Brasil e acertou o valor com o suposto representante da empresa, o empresário chamado Maickel Portela.

Entretanto, dois anos depois, o empresário Renee Pinheiro entrou na Justiça, acionando o Palmeiras e afirmando que o valor combinado nunca havia sido pago pelo clube. Em 2014, documentos provaram que Renee era de fato o dono da MKT Brasil e que Portela não tinha nenhuma relação profissional com a empresa.

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De acordo com o UOL Esportes, o Palmeiras foi condenado a pagar a quantia para a MKT Brasil, mesmo recorrendo e afirmando que acertou o valor com Maickel Portela de boa fé. O juiz Gustavo de Carvalho declarou na sentença que dificilmente acreditaria que o clube pagaria um valor tão alto a uma pessoa que mal conhecia.

“Custa crer que o clube tenha efetivamente entregado centenas de milhares de euros a pessoa que, além de não constar no contrato social da empresa credora, sequer lhe apresentou seus documentos pessoais, bastando que, sem tampouco apresentar procuração, se intitulasse representante da credora para recolher considerável quantia em espécie”, disse.

Palmeiras foi ‘amador’

O pagamento ocorrido durante a passagem de Arnaldo Tirone pela presidência do clube foi questionado pelo juiz que chegou a falar que o Palmeiras agiu de forma “amadora” na negociação. Agora, o Verdão só pode pode recorrer no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) ou então pagar a quantia de R$ 1,3 milhões à MKT Brasil.

“Não há nenhuma evidência, aliás nenhum indício, de que o Sr. Maickel Portela, a quem a recorrente alega ter pago parcela dos valores, possua qualquer vínculo com a recorrida. Não há, aliás, qualquer comprovação de efetivo pagamento realizado ao Sr. Portela referente à transação ora discutida, sendo que o recibo trazido aos autos não é suficiente para demonstrar que o pagamento ocorreu”, afirmou Gustavo.

“Não é minimamente crível, portanto, que um clube como a Sociedade Esportiva Palmeiras pudesse agir de maneira tão amadora no tocante àquela que é certamente uma de suas mais corriqueiras e importantes atividades: a negociação de jogadores”, completou.