Hepta vem aí? Coincidências do atual Gauchão com o de 2005 chamam a atenção

Gauchão
Foto: Montagem - fotos site do Inter

Para os colorados mais supersticiosos, há bons motivos para confiar no título sobre o Novo Hamburgo no próximo domingo e na conquista do heptacampeonato estadual. O atual cenário da final de 2017 e, em linhas gerais, de toda a campanha, tem muitas semelhanças com o contexto do Gauchão de 2005, quando o Inter sagrou-se campeão sobre o XV de Novembro.

SEM GRE-NAL NA FINAL:

A campanha do XV de Novembro de Campo Bom, em 2005, está praticamente sendo repetida pelo Novo Hamburgo, em 2017. Há 12 anos, o XV fez a melhor primeira fase entre todas as equipes e se credenciou a disputar a grande final contra o Inter – o Grêmio, na ocasião, ficou na segunda fase. Agora, o NH repete o feito de ter realizado a melhor campanha geral com um belíssimo agravante: não perdeu para a dupla Gre-Nal.

TIME DO INTERIOR:

Comandado por Leandro Machado, o XV foi muito valente nas decisões contra o Internacional e só perdeu o título na prorrogação, quando o centroavante colorado Souza fez dois gols de cabeça. Aquele time contava com nomes como Patrício, Ediglê, Perdigão, Dauri e Júlio Rodriguez, que, depois, tiveram chance na dupla Gre-Nal. Passados doze anos, o Novo Hamburgo repete o enredo e põe novamente o interior na decisão – isso depois de ter tirado o Grêmio na semifinal.

MÁ PRIMEIRA FASE

Mesmo com um time badalado que tinha nomes como Fernandão, Tinga, Sóbis e Jorge Wagner, o Inter não foi bem na primeira fase do estadual de 2005. Foi ganhar o primeiro jogo apenas na sexta rodada e, para não ficar de fora, teve que vencer as três últimas (Veranópolis, Glória e Farroupilha) para avançar. Em 2017, o Inter se classificou em sétimo em um contexto onde os oito melhores avançavam. Venceu somente três de 11 jogos e despertou desconfiança junto ao torcedor.

DECISÃO LONGE DO BEIRA-RIO

Por ter feito campanha inferior ao rival da final tanto em 2005 quanto em 2017, o Inter não disputa a finalíssima ao lado do seu torcedor no Beira-Rio. Contra o XV de Novembro, obteve sucesso ao jogar no Sady Schmidt, em Campo Bom. Agora, aguarda a decisão da Federação Gaúcha de Futebol sobre onde será a nova decisão. Ou no Estádio do Vale, em Novo Hamburgo, ou no Centenário, em Caxias do Sul.

INTER “SEM” GOLEIROS

Parece até mentira, mas o mesmo problema que o Inter vive agora, em 2017, viveu de forma semelhante em 2005. O titular Clemer estava lesionado e não pisou no gramado em Campo Bom. André, o substituto, teve uma séria lesão no pulso e teve que ser substituído para a entrada do jovem Marcelo Boeck. Doze anos depois, Danilo Fernandes, Marcelo Lomba e Keiller têm problemas de lesão e o titular de domingo ainda é uma incógnita.

Relembre a escalação do Inter no título sobre o XV de Campo e, abaixo, os gols do jogo: André (Marcelo Boeck); Índio, Edinho e Vinicius; Elder Granja, Gavilán, Wellington (Souza); Tinga e Jorge Wagner; Sóbis (Wilsão) e Fernandão. Técnico Muricy.

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Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.