Fluminense: o que mudou no time desde o final do Brasileirão em 2016

Fluminense
Crédito da imagem: NELSON PEREZ/FLUMINENSE F.C.

O investimento nas categorias de base e a formação de um time ofensivo são as características do Fluminense comandado por Abel Braga desde janeiro.

O Fluminense chegou a brigar por Libertadores no Brasileirão 2016, mas caiu de produção e terminou em 13° lugar. A irregularidade na campanha custou o emprego de Levir Culpi e o auxiliar técnico Marcão assumiu a equipe nas rodadas finais. O substituto foi anunciado após a eleição do presidente Pedro Abad, que confirmou a volta de Abel Braga.

O time base para este ano é composto por Diego Cavalieri, Lucas, Renato Chaves, Henrique e Léo; Orejuela, Wendel e Sornoza; Wellington, Henrique Dourado e Richarlison (Scarpa).

A experiência é o principal triunfo de Diego Cavalieri, que teve grave lesão em janeiro e durante o período foi substituído por Julio César. O reserva se destacou ao defender pênaltis e Abel Braga chegou a promover um rodízio, mas o camisa 12 mantém uma sequência de jogos.

Novidade para 2017, Lucas recebeu prêmio de melhor lateral direito do Campeonato Carioca. O camisa 2 marcou um dos gols na final da Taça Guanabara contra o Flamengo. Do outro lado estão jovem Léo, às vezes contestado, e em alguns casos Abel Braga improvisou o atacante Marquinhos Calazans no setor.

O miolo de saga tem Henrique e Renato Chaves como titulares absolutos. O reserva imediato é Nogueira, de 22 anos. A falta de rodagem e a falta de opções (Reginaldo não convenceu e Frazan tem apenas 20 anos) aliada à provável saída de Gum evidencia uma carência do time neste setor.

Reforços

Sem Cícero, que foi para o São Paulo, o tricolor trouxe em 2017 os equatorianos Orejuela e Sornoza. A dupla brilhou na campanha que fez do Independiente del Valle o atual vice-campeão da Libertadores. O primeiro joga mais atrás e inclusive foi convocado pela seleção para jogar as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018.

Já Sornoza se destacou no primeiro trimestre e chegou a sonhar com a seleção mas foi preterido pelo técnico Gustavo Quinteros. No Fluminense ele virou o principal articulador do meio de campo depois da lesão de Scarpa.

Outro que apareceu no time em 2017 foi Wendel. Aos 19 anos, ele ganhou elogios de Abel Braga e a vaga de Douglas.

Cenário em 2017

Desde a chegada de Abel Braga foram 28 jogos – 15 vitórias, seis empates e sete derrotas. Você campeão carioca (perdeu o título para o Flamengo), o tricolor se classificou na Primeira Liga, na Copa do Brasil e na Sul-Americana.

A ausência do camisa 10 provocou uma mudança tática no Fluminense. Abel Braga deixa Wellington e Richarlison flutuando pelas pontas, sendo que o primeiro investe na puxada de contra-ataque e o segundo tem potencial finalizador. Quando eles não podem atuar Marcos Jr ou Lucas Fernandes (ex-Atlético-PR) são acionados.

No ataque, Henrique Dourado recuperou o prestígio do passado e vive a melhor fase dele com a camisa do Fluminense. Autor de 11 gols neste ano, o atacante tem como reserva Pedro, que já balançou as redes quatro vezes nesta temporada. Outra opção para Abel Braga é deslocar Richarlison e colocar outro jogador no meio de campo.

Quem pode chegar

A filosofia de trabalho neste ano consiste em fazer contratações pontuais.

Os experientes Gum e Pierre ainda podem ser negociados. O zagueiro nem atuou neste ano e o outro jogou apenas seis vezes.

Quem já deixou o tricolor são os atacantes Osvaldo, que foi para o Sport, e Samuel, negociado com clube dos Emirados Árabes. Sendo assim, a ideia é pesquisar no mercado reforços para o ataque.

Há uma negociação em andamento com o Criciúma. A diretoria estuda uma troca de jogadores para adquirir o lateral esquerdo Marion ou o volante Barreto.

Próximos jogos do Fluminense

14/5 – Fluminense x Santos
17/5 – Grêmio x Fluminense*
21/5 – Atlético-MG x Fluminense
27/5 – Vasco x Fluminense
31/5 – Fluminense x Grêmio*

*oitavas de final da Copa do Brasil