Melhor do mundo explica o que falta ao futsal feminino: “Apoio e visibilidade”

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook

Amandinha tem 22 anos, já foi eleita melhor jogadora de futsal feminina do mundo em três oportunidades – a última delas foi no mês passado. Ela que é a ala da seleção brasileira e do Leoas da Serra de Lages (SC), concedeu uma entrevista exclusiva ao Torcedores.com.

No bate-papo a jogadora elencou o que falta para desenvolvimento do esporte no país, para a craque do Brasil o fato de serem mulheres jogando bola, as pessoas acham que o futsal praticado não seja bom igual ao masculino. A atleta ainda citou a fata de “apoio e visibilidade”.

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“As maiores dificuldades para o futsal feminino crescer no país é a falta de visibilidade, apoio, é de as pessoas acharem que o esporte é feminino, são mulheres realizando, que talvez não seja tão bom quanto o masculino, mas eu duvido que eles saiam com a mesma opinião depois que assistem uma partida de alto nível que é tida no futsal feminino, que é brilhante tanto quanto o masculino”.

“Acredito que seja isso, a falta mesmo de visibilidade, de apoio, de força de vontade das pessoas que está no poder de fazer esse esporte grande. Então, o que carece muito o futsal feminino é das pessoas acreditarem e saber que aquilo também vale a pena investir”, completou Amandinha.

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook

Ela comentou as diferenças de estrutura entre o futsal feminino e masculino, além disso, comentou se as dificuldades do futebol feminino pode ser comparadas ao do futsal masculino.

“A diferença de estrutura é realmente gigantesca, mas acho que o futsal feminino também passa por dificuldades parecidas, não é atoa que grandes grupos como Intelli, Malwee, passaram por grandes dificuldades e até acabaram com suas equipes principais. Mas sempre surge outros grupos, outras empresas, que aí levam os jogadores e pagam bem. Poderia acontecer isso com o futsal feminino, equipes de grande nome no país acabaram, como o Kindermann, a Unesc, e não retomaram. Meninas algumas pararam, outras foram para fora do país, acho que isso desvaloriza muito nosso futsal brasileiro, se fossemos mais valorizadas, mais bem pagos, tenho certeza que nossas competições seriam melhores ainda”, explicou.

“Podem ser comparado as dificuldades que o futebol feminino tem, pois são recursos bem parecidos, mas o futebol feminino hoje tem uma melhor visibilidade, hoje tem leis que é obrigatório ter o futebol feminino e isso está fazendo muito bem a elas. Espero que um dia futsal feminino esteja no mesmo patamar do futsal masculino, para sermos mais valorizadas”, disse a ala da seleção brasileira.

Crédito da foto: Reprodução/ Facebook

Amandinha ainda relembrou quando começou a jogar bola e se teve apoios do seus pais.

“Comecei desde novinha, criança, nas ruas do meu bairro de Fortaleza, Ceará, na pracinha que tinha na minha rua, lá sempre tem esses espaços de lazer que as crianças brincam. Na minha época não tinha meninas que brincavam, então jogava contra meninos. Eu sempre acompanhava meu pai, meu tio, quando iam jogar futebol e acabou que virou a minha paixão”, contou.

“Eu tive o apoio da minha família, claro que no início o pai da gente não sabe se vai deixar a filha jogar ou não jogar, mas ele viu que era aquilo que eu queria e meu apoio desde o início. Hoje minha família ficam loucos quando eu vou jogar, morrem de saudades e sempre me apoiam em tudo”, disse a jogadora de 22 anos.



Apaixonado pelo futebol que é a melhor invenção do homem, atualmente setorista do Santos e Futebol Feminino pelo Torcedores.com