Suicídio da mãe, mundo do crime e jurado de morte: Dadá relembra dura infância

Dadá Maravilha suicídio da mãe
Reproducao: ESPN Brasil
Ele nasceu no Rio de Janeiro, se tornou ídolo do Atlético-MG e foi campeão e artilheiro na maioria dos clubes por onde passou. Além disso, fez parte da conquista da Copa do Mundo de 1970, disputada no México. Conhecido como o “beija-flor” dos campos de futebol ou o “peito de aço” dos gramados. A alegria e a irreverência são algumas das principais características de Dario José dos Santos, ou simplesmente Dadá Maravilha. No entanto, quem sempre se acostumou com aquele sorriso vasto em seu rosto, não imagina o tamanho das dificuldades que ele precisou enfrentar na infância.

Dadá, 71, é o convidado desta semana no programa “Bola da Vez”, da ESPN Brasil. Antes da atração ir ao ar, a emissora divulgou em seu site trechos desta conversa. Nestes relatos, Dadá revelou com detalhes um dos momentos mais duros que passou quando ainda era um menino de apenas 5 anos de idade.

LEIA MAIS:

LATERAL NA MIRA DO PALMEIRAS CONFIRMA: “MEUS EMPRESÁRIOS ESTÃO EM SÃO PAULO”
GANSO NO PALMEIRAS? EMPRESÁRIO EXPLICA SITUAÇÃO DO JOGADOR; CONFIRA

“Minha mãe se suicidou. Ela era doente mental. Marcou para mim. Eu tinha cinco anos e era muito agarrado com ela. Ela “tacou” querosene no corpo, com aquele fogãozinho de duas bocas… O fogo jorrou e eu saí correndo atrás dela. Ela vendo que eu ia morrer, me jogou na vala“, lembrou Dadá.

“Antigamente não tinha saneamento. Caí lá, mexi com cocô na cabeça… Lembro tudo detalhadamente. Fiquei chorando…Minha mãe morreu tostada”, completa.

Segundo ele, o futebol foi o principal responsável por tirá-lo do mundo do crime. Jurado de morte, Dadá encontrou no esporte a única saída para dar uma reviravolta na vida.

O futebol me salvou porque eu fui bandido. Quando fiz assalto em uma mercearia, eu saí correndo em zigue-zague e o outro cara, meu parceiro de roubo, correu reto, o cara meteu uma bala e ele morreu. Eu já estava jurado de morte. Falei ‘Não tem mais o que fazer, vou largar isso’. Eu larguei a bandidagem e comecei a jogar“, finaliza Dadá.