Conquista do Cruzeiro no vôlei evidencia preconceitos no esporte

Foto: Agência i7/Divulgação Sada Cruzeiro

Neste domingo, o Sada Cruzeiro foi campeão da Superliga 16/17 de vôlei. Tal fato, foi muito comemorado pelos cruzeirenses, que poderiam mais tarde ter sido campeões também pelo futebol.

Porém, ao jogar contra o Atlético-MG, pela final do Campeonato Mineiro, o Cruzeiro foi derrotado por 2 a 1, e perdeu a oportunidade de levantar a segunda taça no dia. A equipe celeste teve então que aguentar as zoações dos rivais, porém, eles tocaram em assuntos que não tem nenhuma relação com o esporte, ao fazerem comentários preconceituosos.

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Aliado à derrota cruzeirense no clássico, a conquista da equipe no vôlei evidenciou o quanto o esporte masculino tem sofrido preconceitos, sejam homofóbicos ou de desigualdade de gênero. Quanto à violência e a desigualdade contra mulheres, é algo que o Cruzeiro já ajudou a combater. No dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, a equipe mineira entrou em campo, contra o Murici, com os números dos uniformes dos jogadores registrando alguma estatística que evidenciavam a violência contra as mulheres.

Cruzeiro
Foto: Divulgação/ Site Oficial do Cruzeiro

 

Mas a repercussão negativa também envolveu comentários homofóbicos. Em uma rápida passada pelas redes sociais era possível ver os memes compartilhados desrespeitando o vôlei masculino. Alguns torcedores avaliavam o esporte como sendo para o público LGBT, enquanto outros o classificavam como esporte para as mulheres. A maioria ironizava os cruzeirenses com o apelido de “Maria”, muito popular entre os atleticanos.

Um outro fato que contribuiu também para a propagação dos comentários homofóbicos nas redes sociais foi a falha do narrador mineiro Rogério Correa (Globo), que ao narrar o gol do atacante Ramon Ábila, no empate da decisão, confundiu e disse que o clube empatou o “set”.


NÚMEROS DA VIOLÊNCIA CONTRA LGBT’S SÃO ALARMANTES

De acordo com dados do Grupo Gay da Bahia (GGB), que faz levantamentos e apurações sobre os LGBT’s no Brasil, em 2016 foram registradas 343 mortes entre janeiro e dezembro. Ou seja, a cada 25 horas, um LGBT é assassinado em nosso país. O número tem crescido assustadoramente, já que é o maior já registrado desde 1970.

Segundo GGB, 343 LGBts fora assassinados no Brasil em 2016 (Foto: Reprodução/Relatório GGB)

FOTO: REPRODUÇÃO/ /Relatório GGB


 

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