Análise: extremamente sólido, Chelsea se sagra um incontestável campeão

Divulgação/Site Oficial da Premier League

O Chelsea confirmou nesta sexta (12) o que já era esperado há certo tempo: o título da Premier League. Após a vitória por 1 x 0 sobre o West Bromwich, a equipe chegou a 87 pontos e impediu matematicamente qualquer chance do Tottenham, segundo colocado, alcançá-lo.

O feito já era imaginável devido à excelente campanha que o time londrino vem fazendo. Em 36 jogos, foram 28 vitórias, 3 empates e 5 derrotas, com aproveitamento de 80.6 %.

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No entanto, o início de trabalho do treinador Antonio Conte não foi dos melhores. Os Blues enfrentavam dificuldades para encaixar seu jogo, e isso ficou evidente após partida tenebrosa diante do Arsenal. Ainda no primeiro tempo, os Gunners abriram 3 x 0 e tiveram completo domínio.

Após o intervalo, Conte alterou o 4-2-3-1, que vinha usando desde o início de temporada, para o 3-4-3. Desde então, o time encontrou o equilíbrio necessário e se transformou em uma máquina de vitórias.

O esquema consiste em três zagueiros, quatro jogadores de meio campo, sendo dois laterais/alas, e 3 atacantes. Os laterais são peças-chave para o funcionamento da equipe. No momento defensivo, recuam para última linha e dão apoio aos zagueiros. Quando o time sobe, avançam para dar apoio à linha de frente, dando profundidade e tirando a sobrecarga dos atacantes.

A formação deu também a possibilidade de que jogadores dos quais se desconfiava se tornarem fundamentais para os Blues. David Luiz, que voltou ao clube após péssima temporada no PSG, encaixou perfeitamente como zagueiro central. Moses, que nunca convenceu e vinha de seguidos empréstimos, foi transformado por Conte em ala-direito e encontrou seu bom futebol. Pedro, vindo de uma temporada passada ruim, se firmou como titular e teve grandes apresentações.

Somam-se a estes fatores a chegada de Kanté, volante campeão com o Leicester na última edição do torneio, e a excelente temporada de Hazard, disparado o atleta mais técnico do elenco.

O francês é o terceiro maior ladrão de bolas do campeonato, cobrindo de forma impecável o setor defensivo e também distribuindo passes e dando opção no ataque. Kanté tem fôlego incomum, parecendo multiplicar-se em campo durante as partidas. Não à toa, foi eleito o melhor jogador da Premier League na temporada.

Já Hazard, após um decepcionante 2015/16, voltou a ser o que se espera dele. Maior driblador do campeonato, chamou a responsabilidade, marcando 15 gols e dando 5 assistências nas 34 partidas que disputou.

Assim, com um esquema eficiente e jogadores dos quais se extraem seu máximo, o Chelsea se transformou em um time extremamente sólido. Em uma temporada em que seus principais adversários foram irregulares, mostrou sua força e se sagrou com toda justiça o campeão inglês.