Marcelo Cabo é um dos três técnicos do Brasileirão há mais de um ano no cargo

Técnico Marcelo Cabo - Foto: Alvaro de Castro/ Divulgação

A troca de treinadores nas equipes brasileiras vem cada vez mais acontecendo com frequência. Prova disso, é que das 20 equipes que irão disputar o Brasileirão, apenas três estão com o mesmo comandante há mais de um ano: Santos, Atlético/PR e Atlético/GO.

Dorival Júnior está à frente no Santos desde 2015. Paulo Autuori assumiu o Atlético/PR em março de 2016. Já Marcelo Cabo, conquistou o acesso com o Atlético/GO e foi mantido para essa temporada. Na última segunda-feira (08 de maio), Cabo completou um ano no comando da equipe.

O treinador foi contratado após a eliminação do Dragão na semifinal do Campeonato Goiano do ano passado e além do acesso para a elite da competição nacional, conquistou também o título da Série B do Brasileiro, com 22 vitórias, dez empates e apenas seis derrotas.

Assim, desde que chegou ao clube foram 54 jogos, 28 vitórias, 15 empates e 11 derrotas, aproveitamento de 61%.

“Em 2016 tivemos uma evolução muito grande, chegando a um ótimo momento que nos levou a conquista da Série B com dez partidas invictas na reta final da competição. Foi uma equipe que ganhou muito entrosamento e se encontrou dentro da competição entrando para a história com a maior conquista do clube”, falou o técnico Marcelo Cabo.

No Campeonato Goiano 2017, o Atlético foi eliminado na semifinal e desde então a diretoria começou a reformular o elenco para a disputa do Brasileirão. Até agora chegaram o zagueiro Eduardo Gabriel, o lateral-direito Eduardo, os volantes Igor, Marcão e André Castro, o meia Andrigo e os atacantes Walter, Walterson e Everaldo.

“Nesses últimos meses tivemos um pouco de dificuldade, porque 70% do nosso elenco que jogou a Série B deixou a equipe após a competição. Para o Estadual formamos um time com um baixo orçamento, agora estamos reformulando e com isso deixaram o elenco 12 atletas e chegaram nove jogadores. Tive três semanas pra trabalhar a nova equipe e montar uma boa base para a Copa do Brasil e Brasileiro. Ainda nesta semana devem chegar mais quatro ou cinco nomes”.

“Neste começo de competição vamos ter um pouco de dificuldade por conta da falta de entrosamento. Esse é o desafio de um treinador, repaginar a equipe. Um ano de trabalho me trouxe uma experiência única. É difícil o treinador ter uma continuidade de trabalho. Ressalto o apoio da diretoria que sempre acreditou em mim. Espero fazer um ótimo Brasileiro e Copa do Brasil para prosseguir no comando da equipe e ter uma longevidade que todo treinador sonha”.

As outras 17 equipes do Brasileirão terão treinadores com menor tempo no cargo: Bahia com Guto Ferreira (06/2016), Coritiba com Pachequinho (03/2017), Grêmio com Renato Gaúcho (09/2016), São Paulo com Rogério Ceni (12/2016), Palmeiras com Cuca (05/2017), Cruzeiro com Mano Menezes (07/2016), Botafogo/RJ com Jair Ventura (08/2016), Atlético/MG com Roger Machado (11/2016), Chapecoense com Vagner Mancini (12/2016), Flamengo com Zé Ricardo (26/05/2016), Ponte Preta com Gilson Kleina (03/2017), Vasco com Milton Mendes (03/2017), Vitória com interino Wesley Carvalho, Fluminense com Abel Braga (12/2016), Corinthians com Fábio Carille (12/2016) e Avaí com Claudinei Oliveira (08/2016).

“Entendo que essa longevidade do treinador é benéfica tanto para o clube quanto para o treinador. Você passa a conhecer melhor o clube, a gestão e tem uma relação melhor com a categoria de base. Esse é o caminho para o futebol brasileiro”, finalizou Marcelo Cabo.

Antes da estreia no Brasileirão, contra o Coritiba, na segunda-feira (15 de maio), o Atlético/GO tem a estreia na Copa do Brasil. O primeiro jogo acontece amanhã (10), contra o Flamengo, às 19h30, no Maracanã. O jogo da volta está marcado para o dia 24 de maio, no Serra Dourada.