Análise: Brasileirão é “prova de fogo” para Chapecoense

Reprodução/Facebook Conmebol Libertadores Bridgestone

A Chapecoense vive ano típico marcado pela reconstrução da equipe, já que boa parte do elenco, diretoria e membros da comissão técnica faleceram no trágico acidente aéreo em novembro passado. Mesmo após ser campeã catarinense, disputar Copa Libertadores e Recopa Sul-Americana, o time ainda tem ajustes a serem feitos.

Dessa forma, o Brasileirão desponta como a verdadeira “prova de fogo” para a Chape. Isso porque, trata-se de uma competição longa, equilibrada e que será essencial para testar a reconstrução do clube, avaliando o trabalho da diretoria, jogadores e do técnico Vagner Mancini.

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O ponto positivo é que a Chapecoense encontrou um estilo de jogo. Tem como ponto forte a velocidade de Apodi e Reinaldo, este segundo também indo muito bem nas jogadas de bola parada, principalmente nos laterais colocados dentro da área. Além deles, é possível destacar Douglas Grolli, seguro na defesa; João Pedro, que tem se destacado no meio campo e Rossi, muito bem pelas pontas.

Só que há o lado negativo. Vagner Mancini ainda não sabe quem é seu “camisa 9”, mesmo que, na teoria, ele seja Wellington Paulista por conta da numeração. Ele oscila muito, bem como seu substituto Túlio de Melo. O companheiro de Grolli na defesa também não foi definido. Já foram testados Nathan, Fabrício Bruno, Luiz Otávio e há Victor Ramos.

Provável escalação:

Chapecoense - Football tactics and formations

No entanto, muitos costumam dizer que um bom time começa por um bom goleiro e essa tem sido a posição que mais dá dor de cabeça aos torcedores da Chapecoense. O experiente Artur Moraes, ex-Benfica, não passa a confiança necessário e tem falhado constantemente. Por isso, já começaram os questionamentos sobre dar oportunidade a Elias. Seria excelente poder ver o arqueiro ex-Juventude ser testado.

Por ser um ano diferente e com a reconstrução, é muito difícil fazer uma análise da Chapecoense, porém a tendência é entrar no Campeonato Brasileiro com o objetivo de não ser rebaixado, assim como tem feito nos últimos anos. A equipe de Santa Catarina está ciente disso e mostrou no fim de 2016, quando recusou uma “cláusula de não rebaixamento” por conta do acidente, que quer manter o nível de competitividade.