Tite admite que esperava o convite para a Seleção desde 2014: “fiquei frustrado”

Tite no Programa Cartão Verde, da TV Cultura
Reprodução/TV Cultura

Após a Copa do Mundo de 2014, que ficou marcada para a Seleção Brasileira pela goleada de 7×1 sofrida contra a Alemanha, a expectativa da maioria dos torcedores era que Tite assumisse a equipe. Apesar do apelo popular, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) preferiu recolocar Dunga no comando, deixando para chamar o ex-treinador do Corinthians apenas em 2016, quando o Brasil corria risco nas Eliminatórias.

Assumir a Seleção logo nos primeiros momentos do trabalho para a Copa de 2018, de acordo com Tite, que esperava o convite da CBF já em 2014, seria o ideal.

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Campeão brasileiro, da Libertadores e do Mundial com o Corinthians, Tite analisou, em participação no programa Cartão Verde, da TV Cultura, que percorreu um caminho consistente para receber sua oportunidade, que chegou apenas em junho de 2016.

“Me sinto desconfortável em comparar [trabalho com o de Dunga]. Mas o que eu imaginava: pela minha trajetória profissional, que depois de 2014, pelas etapas construídas, que eu ia ter a oportunidade da Seleção”.

Sem negar a frustração de não ter sido chamado pela CBF após a Copa do Mundo no Brasil, Tite afirmou que, para ele, o preferencial era ter assumido a equipe logo no início da trajetória rumo à Rússia, em 2018.

“Me frustrou. Mas disse: ‘agora não vai ficar chorando pelos cantos, vai trabalhar’. Era melhor iniciar um trabalho. Eu teria muito mais condições. Aí tu pega a continuação de um trabalho, com um nível de confiança muito baixo e com o risco de não classificar para a Copa do Mundo.”

Ainda em fase de conhecer melhor os jogadores que tem à disposição para futuras convocações, Tite citou o ‘tempo’ como um dos principais fatores de sua vontade de ter assumido a Seleção há mais tempo.

“Gostaria de estar desde o início do trabalho. Porque, quanto mais tempo eu tenho, mais eu conheço e mais eles vão me conhecer. Tempo ele é fundamental.”