Opinião: Borja deveria reclamar menos no Palmeiras e jogar mais

Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Palmeiras/Divulgação

O atacante Miguel Borja foi contratado a “peso de ouro” pelo Palmeiras (R$ 35 milhões), com apoio da Crefisa. Os palmeirenses ficaram eufóricos com a chegada do melhor jogador das Américas em 2016. Mas o que se viu até agora foi um desempenho aquém do esperado. E o pior: com reclamação do colombiano por ser substituído.

Borja saiu irritado ao ser trocado pelo técnico Eduardo Baptista no segundo tempo da vitória do Palmeiras por 1 a 0 sobre a Ponte Preta, resultado que eliminou o Verdão do Paulistão deste ano.

Ele chutou um copo d’água. Segundo o canal Premiere, disse: “sempre eu”, como se tivesse sendo exposto pelo treinador alviverde.

Números

Claro que existe o tempo para adaptação a um país diferente e a um time novo, mas já dá para dizer que Borja apresenta números abaixo do esperado.

São quatro gols marcados em 11 jogos disputados, média de 0,36 gols por jogo. Bem abaixo do desempenho de 2016 pelo Atlético Nacional, quando marcou 39 gols em 51 partidas (média de 0,76 gols/jogo).

Isso sem contar a queda de rendimento em jogos importantes e/ou decisivos. O caso da partida contra o Peñarol foi mais emblemático: além de perder um pênalti, Borja desperdiçou pelo menos duas oportunidades claras de gol.

Ao invés de focar numa adaptação mais rápida e na volta por cima, ele opta pela reclamação e por colocar na conta do técnico Eduardo Baptista a sua explicação pela queda de rendimento.

É hora de mudar de atitude, Borja. Ou senão o torcedor do Palmeiras vai dar razão ao que disse o Alecsandro sobre você, antes da sua chegada.



Jornalista de esportes desde 2005, com passagem pelo UOL e Terra. Editor de comunidades do Torcedores.com e blogueiro do renanprates.com