Marcelo Melo comemora volta por cima com parceiro novo: “Encontramos um padrão”

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Após jogar cinco temporadas junto com o croata Ivan Dodig e chegar ao topo do ranking mundial da ATP, o tenista brasileiro Marcelo Melo decidiu, no começo de 2017, mudar seus planos. Em janeiro, o duplista mineiro iniciou parceria com o polonês Lukasz Kubot, com quem tinha jogado poucas vezes, mas obteve um desempenho impecável – ambos ganharam juntos o ATP 250 de Vienna, em 2015 e 2016.

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O problema é que a parceria não começou tão afiada assim. Nos primeiros eventos da temporada, Kubot e Melo não chegaram a nenhuma final e, após a participação no Rio Open, onde a dupla foi eliminada precocemente nas quartas de final, o brasileiro de 33 anos admitiu decepção. Falou que “os dois ainda não tinham encaixado o jogo” e, até março, resolveria a vida com o parceiro, pela continuidade ou não.

Vieram os Masters 1.000 de Indian Wells e Miami, ambos nos Estados Unidos, e Kubot e Melo renasceram. Em um espaço de quatro semanas, foram um título, na Flórida, e um vice-campeonato e a certeza de que os ajustes deram certo.

“Durante os torneios, nós conseguimos ajustar alguns pontos para tornar a dupla mais equilibrada. Passamos a jogar mais como dupla. Hoje com certeza estamos mais equilibrados do que antes, encontramos um padrão de jogo”, disse Melo com exclusividade para a reportagem do Torcedores.com.

Apesar de pouco dizer especificamente sobre os detalhes técnicos e táticos que melhoraram, foi possível notar que Kubot soube “casar” melhor seu jogo com o do parceiro. O polonês parou de dar só pancada do fundo de quadra e dosou melhor sua força, usando mais a envergadura do mineiro de 2,03m junto à rede.

OUTRA OPINIÃO

Bruno Soares, parceiro de Melo na Copa Davis e também um dos principais duplistas do mundo, disse que são normais as dificuldades encontradas pelo conterrâneo no começo da nova formação. Uma semana depois de vencer em Miami, Marcelo jogou ao lado do amigo no confronto diante do Equador, em Ambato, pela competição entre nações.

“Toda dupla tem um período de amadurecimento e entrosamento e nem sempre acontece muito rápido. Depende muito da confiança. Acho que eles precisavam ganhar alguns jogos para passarem a acreditar mais como dupla, e percebo que os dois encaixaram de vez”, opinou Soares, que treina esporadicamente com Melo quando ambos estão em Belo Horizonte.

Tanto em Miami quanto em Indian Wells, a dupla de Marcelo derrotou a parceria de Soares com o britânico Jamie Murray. Hoje no ranking da ATP, Melo é o quinto melhor duplista do mundo, enquanto Bruno vem em 8º.

Nesta sexta-feira, Kubot e Melo foram eliminados nas quartas de final do Masters de Monte Carlo para a dupla espanhola formada por Marc López e Feliciano López por 6/4 e 6/2. Bruno e Murray também caíram surpreendentemente para Romain Arneodo (MON) e Hugo Nys (FRA) por 6/2, 6/7(3) e 10-3.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.