Opinião: Fim de semestre para o Palmeiras

Palmeiras
Foto: Cesar Greco/Ag. Palmeiras/Divulgação

Os dois jogos foram de apenas confirmação dos finalistas do Paulistão 2017, Ponte Preta e Corinthians já haviam conquistados as vagas no jogo anterior. O Palmeiras preparou-se a semana toda com portões fechados, pilhando os torcedores e mostrando que iria para o tudo ou nada, mas a Ponte tinha vantagem numérica e uma regularidade enorme durante o campeonato.

Eduardo Baptista montou um time que teoricamente seria todo ataque, com apenas Edu Dracena, Mina e Felipe Melo fazendo a cobertura de toda defesa, até ai mostrava que queria tirar a diferença, mas no campo não rendeu o esperado. Não iniciaram Zé Roberto e Willian; Róger Guedes iniciou o jogo, mas não conseguiram furar o bloqueio da Ponte, onde trocavam passes e sempre dobravam a marcação em quem estava com a bola.

LEIA MAIS:
“EU SOU HOMEM PRA C…”, DESABAFA EDUARDO BAPTISTA APÓS VITÓRIA DO PALMEIRAS
VEJA COMO A IMPRENSA REAGIU AO DESABAFO DE EDUARDO BAPTISTA

A Ponte não veio apenas para se defender, conseguia manter a posse de bola, trocava passes com uma certa facilidade e com o tempo passando, o Palmeiras começou a alçar bolas na área constantemente (60 cruzamentos), mas em nada resultava. O gol tardio apenas começou o esforço do Palmeiras para vender a partida.

As mudanças feitas por Eduardo Baptista foram às mesmas de sempre, entraram Keno, Michel Bastos e Willian, mais uma vez comprovando a qualidade linear do elenco, o que já era difícil, ficou um pouco mais com o amontoado de bons jogadores do meio para frente e nenhuma criatividade para tentar organizar esse “abafa” para cima da Macaca.

Mais uma vez a contratação mais cara do Palmeiras foi substituída e desta vez Borja não escondeu a sua insatisfação. Ao sair foi possível ver o atacante dizer: “sempre eu”.

No início do Campeonato disse que faltava ao Palmeiras aquele jogador que resolve, o “cara” que pensa o jogo e que vê espaço onde não tem. O alviverde não tem esse jogador; Guerra, Erik, Michel Bastos ou Dudu, nenhum deles tem esse algo mais, talvez o último com essa característica foi Valdívia.

Continuo não vendo méritos para Eduardo Baptista ser técnico do Palmeiras, não muda em nada o modo do time jogar, não existe uma variação tática ou um plano “B”, suas substituições já estão “manjadas”, nos últimos jogos que exigiram mais do time, venceu na “bacia das almas”, com gols a partir de bolas cruzadas na área adversária a exaustão.

É um técnico que não joga como time e não vibra. Se as coisas não estão saindo como o treinado ele fica com aquela cara de desconforto/choro, de um elenco tão grande aparenta não ter conseguido escolher os 28 jogadores com as melhores características para disputar o Paulistão, com isso a sua primeira desclassificação o primeiro semestre passará em branco.

Nada adiantou o alto investimento feito pela Crefisa, uma vez que um clube mais modesto barrou o sonho de ser campeão Paulista e mostra que a comissão técnica precisa repensar seus conceitos, pois até agora o Palmeiras não demonstrou a superioridade tão apregoada pelos especialistas.

Talvez o único jogo que o time foi categórico aconteceu quando venceu o São Paulo; os outros ou foram pela fragilidade do adversário ou pela insistência da bola aérea. Falta o “cara” para o time articular melhor em campo, não pode ficar na dependência de cruzar bolas na área ou do sangue do “pitbull”.



Formado em Desenho Industrial, na Unisanta turma de 84, mas apaixonado por futebol, aquele bem jogado. Saudosista dos grandes jogos e jogadores.