Equilíbrio, intensidade e fé: Prass diz o que Palmeiras deve fazer para seguir vivo no Paulista

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Cesar Greco / Ag. Palmeiras

O Palmeiras terá uma dura missão contra a Ponte Preta no próximo sábado pelo Campeonato Paulista. O Verdão enfrentará um time que deverá jogar mais recuado explorando contra-ataques e não deixando o atual campeão brasileiro impor seu ritmo preferido na partida.

Como perdeu por 3 a 0 na ida, o Palmeiras terá que vencer por três gols de diferença no jogo da volta para levar a decisão para os pênaltis, ou por quatro gols para garantir a classificação diretamente. O desafio é complicado, mas o ídolo palmeirense Fernando Prass acredita que o time pode dar a volta por cima juntando alguns fatores:

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“Para um jogo assim, que temos que fazer um grande placar, elevado não dá pra querer só organização, ou coração. O lado emocional entra na parte tática e técnica, não dá pra esconder. A gente tem que tentar achar um equilíbrio para ter o lado emocional forte para ter um ambiente forte na arena. Não podemos passar de um limite porque aí atrapalha, perde organização. Precisamos ter tudo no nível ideal para fazer um jogo perfeito.”

No ano, o Verdão já venceu duas vezes por três gols de diferença um rival no Allianz Parque, contra São Paulo e Ferroviária. Prass não acredita que será um jogo perfeito do Palmeiras, mas espera não sofrer gols para facilitar a vida dos atacantes:

“Dificilmente vai ser perfeito, tem que ser perto disso. Todo mundo fala de 3 gols, mas não podemos tomar também. Quando tivermos a bola, não sofremos gol. Assim diminuiríamos o tempo deles fazerem gol. E dentro do tempo que eles tiverem a  bola e fazermos marcação agressiva e deixar eles o mais longe do gol, a chance aumenta mais.”

Experiente, o goleiro já passou por situações complicadas no Palmeiras, mas nenhuma de ter de reverter uma desvantagem tão grande. Um dos mais velhos do elenco, o camisa 1 quer tranquilidade para que o time busque os gols:

“O primeiro objetivo é ter intensidade e jogar bem e depois vencer. Depois vencer por três gols. E é muito relativo. Temos exemplos como o Santos, final da Copa. Virou o primeiro 0 a 0. Fizemos o primeiro gol aos 30 e depois saíram mais dois. Contra o Peñarol também fomos até o final. O ideal é fazer o gol cedo pra ter mais tempo, mas a gente já provou que até o ultimo segundo, pode acontecer. Tem que acreditar, porque se baixarmos a guarda eles nocauteiam a gente.”

 



Jornalista formado pela FIAM FAAM. Apaixonado por futebol independente do país ou divisão. Setorista do Inter e esportes olímpicos. Contato: mohamed.nassif12@hotmail.com