Por onde andará o equilíbrio nas atuações de Messi?

Que Lionel Messi é um dos melhores jogadores da atualidade, isso ninguém duvida.

Há quem diga que ele possa ser até um dos melhores de todos tempos. Isso é questão de opinião! Mas o que também não tem o que se questionar é a gangorra de atuações em que o argentino apresenta nos últimos jogos. Partidas decisivas que de uma forma ou de outra definiram o futuro do time do Barcelona e do próprio Messi na temporada atual.

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Na eliminação do time catalão na Liga dos Campeões o argentino foi praticamente anulado diante do evidente poderio defensivo do time italiano da Juventus, comandado pelos zagueiros Bonucci e Chiellini. Como já era de se esperar, os italianos se fecharam muito bem na defesa e se aproveitando muito bem das chances criadas, que não foram poucas durante as duas pernas das quartas de final, sobretudo a primeira. Para se ter uma ideia, Messi teve 9 chutes nos dois jogos, sendo que apenas dois deles foram efetivamente no gol de Buffon. Outro dado relevante a ser tratado aqui são as chances criadas que foram apenas três nos dois jogos disputados, muito pouco para quem se espera tanto do jogador cinco vezes considerado melhor do mundo FIFA.

Já contra o maior rival, o Real Madrid, Messi se transformou no gênio que todos gostamos de ver. Com uma atuação impecável, o argentino mostrou porque muitos amam o seu futebol e decidiu novamente em favor do seu time. No início do jogo, a também forte marcação do merengue contribuiu e muito para que o começo de jogo fosse um pouco apagado. O nome da vez escolhido para ser a sombra de Messi, era o de Casemiro, jovem jogador que faz excelente temporada no meio campo madrilenho. Mas as faltas do brasileiro, e sobretudo, o cartão dado a ele no início do primeiro tempo, fizeram Zidane o substituir, fato que contribuiu e muito para o argentino tomar as ações no campo de jogo e assim ficar à vontade e passear pelo gramado do rival. Dois gols que foram decisivos no confronto e incendiaram a disputa da liga espanhola.

Para entendermos como o argentino decidiu, os números provam a máxima. Foram seis chutes tentados e quatro em direção do goleiro Keylor Navas. As faltas aqui também reafirmam ainda mais o poder de resolução de Messi, foram seis faltas sofridas pelo argentino, três só de Casemiro.

O fato é que: aos 29 anos, Messi começa a não ser mais nenhum garoto e com isso começa também a não depender só de si para ter jogadas eficientes, como era algum tempo atrás, em que pegava a bola e só parava depois que cruzasse a linha do gol. Assim, quando a marcação se estreita ao seu redor é facilmente caçado em campo, seja ele tendo a posse de bola roubada tranquilamente, ou então sendo pego em forma de falta. Hoje, como sempre, Messi tendo um espacinho é capaz de genialidades, mas se encontra uma defesa que se coloque firme frente a ele pode ser facilmente parado e consequentemente seu futebol pode não aparecer.