Dinei relembra doping e agradece MAC: “Único que me ajudou é são-paulino”

Crédito da Foto: Reprodução/Fox Sports

Dinei não guarda boas lembranças de sua passagem pelo Coritiba. Em entrevista ao programa Aqui com Benja, dos canais Fox Sports, o ex-jogador relembrou o episódio com drogas que o deixou afastado dos gramados e fez um agradecendo especial a Marco Aurélio Cunha, então diretor do Coxa na época.

“Foi o maior título que tive na carreira. Em 1996, eu tive problema num doping com cocaína. O único cara que me ajudou é são-paulino: o Marco Aurélio Cunha. Ele era diretor do Coritiba. Cai no doping num Coritiba e Juventude e a defesa do time queria que eu falasse que foi algum massagista ou alguma coisa que me deram errado“, relatou.

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“O Marco Aurélio disse que queria conversar comigo porque não concordava com esse tipo de defesa. Ele chegou e disse: “Dinei, você pode ser um cara exemplo para essa molecada de hoje”. Ele começou a fazer a minha cabeça: “Pô, nunca assumiram um caso de doping. Você vai ser o primeiro caso. Você vai ver a volta na sua vida”. Ele fez a minha cabeça e depois dali que a minha vida mudou. Os caras queriam colocar a culpa em massagista e ele não: “assume que vai ser melhor para você depois, filho”. Então, o meu maior título foi assumir o meu erro perante a sociedade e todos viram que eu precisava de ajuda. O Marco Aurélio me ajudou muito”, completou.

Através do dirigente, Dinei teve a possibilidade de palestrar sobre o problema vivido, conhecer pessoas que mudaram sua vida e, de quebra, viu sua pena ser reduzida na Confederação Brasileira de Futebol.

Eu conheci o coronel Edson Ferrarini graças ao Marco, que dá palestras sobre drogas. Tive que ficar fazendo quatro meses de terapia para mudar a minha imagem… O Marco mesmo em São Paulo me ligava perguntando se eu estava indo. [Depois], a defesa mostrou vídeos em que eu dava palestra e a CBF baixou a minha pena de oito para quatro meses. Meu passe era do Cruzeiro, mas eles não me quiseram“.

Após o gancho, o ex-atacante foi rejeitado pela maioria dos clubes, mas MAC conseguiu uma oportunidade para voltar a jogar e o retorno ao Corinthians passou a ser o maior foco da segunda chance no futebol.

Ninguém me quis. Pensei que minha carreira tivesse acabado. Então, o Marco ligou para o seu José Macia, o Pepe [que jogou no Santos] e fui jogar na Inter de Limeira. Mentalizei que iria voltar a jogar no Corinthians. Fui bem na Inter de Limeira, em maio de 97 o Guarani me contratou e fui bem também. No meio de 98, quem me contratou? o Corinthians. A final [do Brasileirão] foi contra quem? O Cruzeiro. Quem me rejeitou? O Cruzeiro. O Marco Aurélio foi quem mais me ajudou. Deus foi bom comigo“, finalizou.

Assista ao vídeo da entrevista de Dinei ao programa Aqui com Benja:



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.