‘Panela velha é que faz comida boa’, Hooker coloca o Minas perto das semis

Apesar do termo citado, a americana de 29 anos mostra que a sua idade, apesar de não ser tratar de uma veterana de fato, apresenta uma experiência digna das grandes e decisivas jogadoras. ‘Destinee Hooker’, como é conhecida, não só jogou como foi decisiva na vitória heroica por 3 a 2 sobre a equipe do Bauru, jogando na capital mineira, no último sábado (19). Como esperado, o jogo entre Minas e Bauru era aguardado pelo embate mais equilibrado da rodada, o time mineiro detentor da quarta posição contra a equipe do interior paulista que fez uma campanha de destaque, chegando na 5ª posição. Ambas fizeram boas temporadas, com altos e baixos costumeiros, diante uma competição tão longa, como a Superliga.

Vamos à partida…

Jogando na Arena JK (Juscelino Kubitschek) em Belo Horizonte, como previsto, colocou em ‘xeque’ o jogo do ‘Tira Teirna’. Pelas fases de turno e returno, o duelo se manteve equilibrado, com uma vitória para cada lado. Com erros e mais erros, a equipe tradicional de Minas viu o time paulista abrir vantagem. A escolha do técnico minas tenista Paulo Coco ao tentar uma mudança tática na estrutura da equipe, mantendo Pri Daroit no lugar de Rosamaria, com intuito de manter um melhor passe, posteriormente.

Não surtiu tanto efeito a escolha de Coco que viu sua equipe sucumbindo se ao bom saque do Bauru, que soube jogar nos primeiros sets, de forma forte, intensa. As dominicanas Castilho e Rivera deram um show a parte. A segunda por sua vez, incomodou e muito o Minas, boa passadora e muito forte no ataque trouxe dificuldade. Castilho, como uma das melhores defensoras da Superliga confirmou excelência no fundamento, dando equilíbrio e autonomia para o time do interior paulista.

O Camponesa Minas perdia confiança a cada ponto, mesmo em uma partida de altíssimo nível de Hooker e o bloqueio da central Mara, grande arma mineira, que serviu como a ‘válvula de escape’, desafogando em alguns momentos as ponteiras, em especial, Jaque, que não fez uma grande partida, mas soube crescer na hora certa junto com a equipe. A vitória dos dois primeiros sets do Bauru deu conforto e tranquilidade para o decorrer da partida. Fim de jogo? Não. O Minas com o peso de sua camisa, tradição, inflamada pela sua torcida mostrou por que é o manto sagrado, entidade maior do vôlei nacional.

A lesão de Rivera trouxe um novo status para equipe paulista, um ‘apagão’ geral, que afetou todo sistema. A igualdade dos sets trouxe toda emoção, vibração de uma partida que reserva ser um dos grandes confrontos de vôlei nacional, hoje, amanhã e os anos posteriores. A entrada de Rosamaria, meio que inconstante, fria, demorou…mas definiu um momento do time de BH. Com um dos melhores ataques da competição, Rosamaria mostrou a que veio e foi se ‘soltando’, marcando e ajudando a equipe encostar-se ao marcador.

O Tie Break definiu o ressurgimento de um time que pode e deve dar muito trabalho nessa Superliga. Minas vence, não convence, mas mostra a história, o suor da camisa e o enredo de luta a cada partida, honrando seu manto, sua história. O derradeiro set trouxe toda calma e equilíbrio que a equipe mineira precisava, vencendo o set e a partida, de forma gloriosa.

Para a próxima partida, a promessa é de mais um grande jogo, cheio de nuances. Jogando em outro caldeirão, os mineiros jogam por uma vitória simples para chegar a mais uma semifinal, diante de um adversário que promete ser ‘pedreira’, não vender de forma barato o jogo, a classificação. A partida, talvez, decisiva, acontece amanhã, às 21: 30 min (horário de Brasília), no interior de São Paulo. Caso o Bauru vença, outro embate está previsto para acontecer no próximo sábado, com horário ainda a ser definido.