Opinião: Sporting Cristal 1×1 Santos- 45 minutos de futebol e um ponto na bagagem

Foto: Conmebol Libertadores Bridgestone

Um dos grandes problemas do Santos na última temporada foi a demora para entrar em diversas partidas. Em muitos jogos, o time de Dorival Júnior precisava tomar o gol para acordar e resolver jogar bola. O roteiro voltou a aparecer na estreia da Libertadores.

Em um primeiro tempo de muita correria e bolas que batiam no ataque e voltavam, o Peixe perdeu em disposição ao Sporting Cristal, e acabou levando o gol em mais uma jogada aérea. A sina continuava e, mais uma vez, a vontade do adversário superava a técnica e o desencontro do Santos dentro de campo.

LEIA MAIS
Sporting Cristal 1×1 Cantos: veja os gols da estreia do Peixe na Libertadores

O segundo tempo veio e com ele a sanidade santista. Com a bola no chão e no comando do meio de campo, o gol saiu, marcado por Thiago Maia. Movimentação e troca de passes, em um lance que lembrou o melhor da equipe na última temporada.

Pelo resultado e pelas circunstâncias, o domínio do Santos foi grande na etapa final, fator que passa muito pela participação de Lucas Lima. Aliado a volta de Renato ao time, o camisa 10 colocou a bola debaixo do braço e comandou as ações de ataque.

Além do trio de meio-campistas, o ponto conquistado passa também pela atuação de Vladimir, principalmente nos minutos finais do jogo. A inconsistência e falta de ritmo e de entrosamento da dupla de zaga fizeram com que o Peixe sofresse nos últimos minutos. Em dois ataques, um em uma cobrança de falta e outro na indecisão e falta de comunicação entre Cléber e Braz, o goleiro santista, como nas últimas partidas, apareceu muito bem, segurando o resultado.

A ansiedade da estreia já passou. A sensação é que a vitória viria caso a intensidade fosse a mesma desde o início, já que tecnicamente a diferença era grande. Que fique de lição para a sequência, pois bola esse time já demonstrou que tem, só falta igualar na vontade dos rivais.



Das ruas ao Maracanã. Dos campos de terra aos gols de caixote. Futebol é nossa religião. Jornalista, 22 anos. Tatuí l SP.