Opinião: Eduardo Baptista, o Palmeiras NÃO é a Ponte Preta!

Palmeiras
César Greco / Ag.Palmeiras / Divulgação

O Palmeiras fez na noite desta quarta-feira a sua estreia na Copa Libertadores 2017. Jogando na Argentina, o time alviverde apenas empatou com o Atlético Tucumán, por 1-1. O Verdão perdeu Vitor Hugo expulso ainda no primeiro tempo e mudou muito seu esquema de jogo para sair de campo com um ponto conquistado.

Agora convenhamos, torcedor palmeirense: foi muito pouco. Ah, se foi! Pra começar, o técnico Eduardo Baptista entrou com Felipe Melo e Thiago Santos. Dois volantes contra um time inferior tecnicamente é um pouco demais. Pesa a favor da decisão do treinador o fato de jogar fora, mas mesmo assim foi uma postura duvidosa desde o início.

LEIA MAIS
Atlético Tucumán 1 x 1 Palmeiras: assista aos melhores momentos
5 coisas que só um palmeirense vive em dia de Libertadores

Para piorar, após a expulsão de Vitor Hugo, Eduardo Baptista tira Michel Bastos para recompor o setor defensivo com Antônio Carlos. Teria sido muito mais fácil (pra não dizer lógico) recuar o Thiago Santos que já exerceu diversas vezes a função de zagueiro e “sentir” como a equipe reagiria. Ainda pior: colocou o zagueiro e o time tomou o gol na sequência.

Tá certo que o Palmeiras melhorou, chegou ao empate com Keno ainda nos primeiros 45 minutos e controlou o ímpeto do time da casa. O Tucumán assustou algumas vezes com as bolas alçadas na área (foram 28 dos argentinos contra oito dos brasileiros), mas, em suma, o Verdão soube jogar com um atleta a menos e teve ao menos três oportunidades de virar o jogo, praticamente todas com Miguel Borja.

Mas precisamos nos atentar a um simples fato: o Palmeiras NÃO é a Ponte Preta! É claro que os torcedores alviverdes sabem disso, mas parece que o Eduardo Baptista ainda não tem tanta certeza. Contra um adversário inferior tecnicamente, era obrigação se impor mesmo com um a menos em campo. Mesmo fora de casa. Dava pra vencer. Pensar em levar um ponto pra casa é algo muito pequeno.

Ao invés de simplesmente substituir Keno por Róger Guedes e Willian por Borja, poderia – pra início de conversa – não ter tirado Michel Bastos. Mas já que tirou, poderia ter substituído o Thiago Santos no segundo tempo por Guerra, por exemplo. E mais: poderia ter adiantado as linhas no campo e “desafogado” a grande área de Fernando Prass. O Palmeiras jogou como time pequeno, esperando o contra-ataque. E isso é inadmissível.

CONCLUSÃO

O Palmeiras não jogou mal, mas ficou muito longe de jogar bem. Culpa de Eduardo Baptista. O gol do Tucumán, convenhamos, foi sem querer. Muito provavelmente essa equipe será a última colocada do grupo – mas já fez o Verdão deixar de ganhar dois pontos. Infinitamente inferior tecnicamente. Todas as vezes que o time brasileiro apertava, as chances apareciam.

Vale lembrar que na Libertadores passada, os palmeirenses sofreram de forma similar. Saíram do Uruguai contra o Nacional com a sensação plena de superioridade. O mesmo contra o Rosário Central na Argentina. Mas não venceram. E pior: os pontos fizeram MUITA falta, tanto que o time sequer passou da fase de grupos. O Palmeiras precisa abrir os olhos. E o Eduardo Baptista precisa entender que já saiu de Campinas faz tempo.

Foto: César Greco / Ag.Palmeiras / Divulgação