Opinião: Em julgamento, War Machine se diz inocente de agressão à ex namorada, a atriz pornô Christy Mack

O lutador de MMA Jonathan Paul Koppenhaver, conhecido por War Machine, em julgamento, se diz inocente de agressão à ex namorada, a atriz pornô Christy Mack.

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O atleta está preso desde agosto de 2014, quando agrediu sua então namorada após flagrá-la na cama com outro homem, Corey Thomas, que também foi agredido até cair inconsciente.

War Machine responde por 34 acusações, entre elas de sequestro, abuso sexual e tentativa de homicídio, caso seja condenado, pela lei que vige na Corte de Las Vegas, poderá ficar o resto da vida atrás das grades, não as do octógono.

A questão e a reflexão na questão tem que ser uma só: as agressões realizadas deveriam ou não ser evitadas, mesmo diante um quadro extremo como o do caso?

Certamente, a traição é ato reprovável quase que em toda sociedade, fato esse que se justifica ainda mais por ser, o “namoro” o provável início de uma constituição familiar, a qual possui visivelmente grande influência religiosa.

Tanto é assim que, em uma sociedade “machista” (sim, ainda vivemos o machismo nos tempos atuais), é muito difícil para um homem aceitar ter sido traído.

Nesse momento vale um aparte, de que não estou aqui a defender o machismo, a traição ou a “santidade” de cada um, estou apenas tentando retratar o cenário social sobre as traições.

Diante esse cenário, por sermos todos diferentes, eis que cada um tem sua singularidade (gênio, criação, convivência social, etc), certamente teríamos inúmeras reações ao flagarmos a pessoa com a qual nos relacionamos com outrém na cama.

Sendo assim, para muitos, a reação de War Machine pode ser tida como “normal”, “esperada”, enquanto para outros, um ato da mais alta reprovabilidade e rejeição. Teremos opiniões para todos os gostos, para doce e salgado, para o seco e molhado, etc.

Ocorre que, para mim, a conduta já seria reprovável se praticada por alguém que não é atleta das artes marciais. Mas, o fato de ser lutador, torna o ato ainda mais vil e raso, aumentando ainda mais a reprovabilidade.

Isso porque, quando se pratica qualquer tipo de artes marciais, o atleta passa a ter em seu corpo uma verdadeira arma, inclusive que possibilidades letais. Sendo assim, exige-se de um lutador uma responsabilidade ainda maior se compararmos com aqueles que não lutam.

Ademais, ainda há a questão de que, as artes marciais têm em si um filosofia única, aquela que busca o equilíbrio real entre seres humanos e a natureza, como podemos encontrar na representação yin yang.

Ou seja, na questão, o atleta real tem que estar acima do bem e do mal, a ponto de evitar qualquer tipo de conflito (seja verbal ou corporal) ao máximo.

A concentração, meditação e a reflexão tornam o atleta em pessoas que o espírito prevalece e domina o corpo e a mente.

Sei que isso tudo na teoria é bonito, o problema é na prática, eis que em segundos, explodimos e colocamos uma vida inteira a perder.

Mas, como atleta, sempre busco esse equilíbrio e discernimento, de modo que, não há como entender que um atleta profissional possa usar o próprio corpo para machucar alguém, mesmo em uma situação grave como a presente.

Aurelio Mendes – @amon78