A partida no Camp Nou foi épica no futebol

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És més que un equip, és la representació d’un poble.(*)

Insistentemente essa frase já foi dita como um mantra em toda a Catalunha, desde os tempos do Generalíssimo Franco, que sempre tentou refrear e destruir as identidades culturais dos Países que formam a Espanha, Bascos, Catalães, Asturianos e Andaluzes sempre foram reprimidos a força, só se sobrepunham ao governo quando seus times de futebol ganhavam do Real Madrid, o time do “sistema”.

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Mas na tarde de quarta-feira, mais uma vez dentro do Camp Nou, um povo uniu-se para empurrar seu maior símbolo de resistência e seu maior estandarte de sucesso esportiva. Para a grande maioria dos ditos especialistas, era uma guerra perdida, nunca havia ocorrido uma reversão de um resultado tão elástico. Para muitos e eu me encaixo nesse grupo, o time do Barça resume-se de uns anos para cá a 11, no máximo 14 jogadores.

Ou seja o Barcelona possui um plantel pequeno e de qualidade mediana, pois não tem reservas a altura de alguns titulares e alguns dos atuais titulares tem capacidade discutível em relação aos jogadores que substituíram, não tendo força suficiente para reverter a situação. Alguns jogadores já mostram o desgaste pelos anos de competir em alto rendimento, o mais evidente Iniesta, em parte do jogo ele já não tem pernas para acompanhar o ritmo, mas ainda é a cabeça pensante desse time. O Barcelona não possui em seu plantel um jogador com essas características para substitui-lo.

O jogo no Camp Nou parecia decidido, senti um PSG confiante, mas um tanto que despreparado para segurar o time Catalão, apostou no contra ataque com Cavani e Di Maria, mas não contavam com a “Blitz” azul-grená.

Percebia-se claramente que PSG, desde o inicio já pensava no término do jogo e até com uma certa arrogância, que já estavam garantidos na próxima fase da Champions. Mas o PSG na realidade não teve “culhones”, para segurar a vantagem até o final, mesmo com um gol feito fora de casa e o pouco tempo que o Barça tinha para tirar a diferença, não soube aproveitar essa vantagem no Camp Nou.

Uma curiosidade, eu gostaria muito de estar presente na preleção do Luiz Henrique, de qual foi o enfoque da conversa com os jogadores, além de terem de tirar a diferença de gols para prosseguir na competição, qual foi a “ferida” que ele colocou o dedo e que argumentos usou, para mexer com os brios do time.

A nota triste fica por conta do Sr. Deniz Aytekin, arbitro do jogo, que teve uma participação direta nesse resultado, dois pênaltis mandraques (isso em minha opinião), Neymar e Soares cavarão suas faltas e a de Soares foi uma verdadeira interpretação de um mergulho cheio de trejeitos. A não marcação do pênalti a favor do PSG, cometido pelo Mascherano em Di Maria. Faltou critério para o Sr. Aytelkin nesses casos, mas não tira o brilho da vitória do Barça, foi superior o tempo todo, provou que esse time ainda tem força para reverter resultados e que não está assim tão previsível, mas precisa de reforços de qualidade para não passar por situações assim.

(*) É mais que um time, é a representação de um povo.



Formado em Desenho Industrial, na Unisanta turma de 84, mas apaixonado por futebol, aquele bem jogado. Saudosista dos grandes jogos e jogadores.