Com Guerra, Palmeiras tenta suprir carência na armação deixada por Valdivia

Guerra
Cesar Greco / Ag. Palmeiras

O técnico Eduardo Baptista parece, aos poucos, estar achando o time ideal do Palmeiras para a temporada 2017. Com a manutenção da base da equipe campeã do Campeonato Brasileiro – única exceção foi Gabriel Jesus -, o clube ainda foi ao mercado e trouxe reforços pontuais. Um dos setores mais recheados de jogadores agora é o meio-campo, que agora parece ter em Alejandro Guerra, craque da Libertadores de 2016 pelo Atlético Nacional (COL), a grande aposta do comandante alviverde.

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A procura por tantos armadores é conhecida dos palmeirenses desde Valdivia. E olha que o chileno nem fez muito nessa segunda passagem pela Academia de Futebol, marcada mais pelas lesões que o bom futebol que o “Mago” mostrou no Palmeiras de 2008, campeão do Campeonato Paulista sob o comando de Vanderlei Luxemburgo.

Em oito anos após a excelente passagem de Valdivia por aquele Estadual, o Palmeiras teve vários outros jogadores responsáveis pela armação do time, porém que não vingaram.

Valdivia
Valdivia ainda deixa saudade no Palmeiras no quesito “criação”. Foto: Cesar Greco / Fotoarena

 

PRETENDENTES

Em 2009, Cleiton Xavier foi muito bem na Libertadores junto com Diego Souza, mas caiu de produção no Brasileirão, assim como a equipe, que, com chances de título, ficou fora até do G-4 no fim. Reserva na época, Evandro dava “calafrios” para o palestrino toda vez que Luxa ameaçava colocá-lo em campo.

Quando retornou ao clube, em 2015, CX10 foi uma cópia do “Valdivia – parte II” – mais machucou que outra coisa. O jogador fez parte do grupo vencedor da Copa do Brasil de 2015 e do Brasileirão 2016, porém foi reserva na maior parte dos jogos sob a batuta de Cuca.

Nos piores momentos do Verdão, entre 2012 e 2014, a lista de “pretendentes” só aumentou, mas somados, todos raramente vão ser lembrados positivamente. No ano que amargou o segundo rebaixamento de sua história no Brasileirão, o Palmeiras de Felipão/Gilson Kleina tentou consagrar Daniel Carvalho, porém nem mesmo o título da Copa do Brasil de 2012 fez com que o torcedor exaltasse o meia, principalmente por estar acima do peso.

"Sleepy" Menezes? Meia passou a ser chamado assim por muitos palmeirenses insatisfeitos. Foto: Divulgação/Palmeiras
“Sleepy” Menezes? Meia passou a ser chamado assim por muitos palmeirenses insatisfeitos. Foto: Divulgação/Palmeiras

Em 2013 e 2014, no começo da gestão de Paulo Nobre, Kleina testou nomes como Felipe Menezes, Mendieta, Tiago Real, Patrick Vieira, mas nenhum prosseguiu após o clube quase descer novamente à Série B. Somente Allione, contratado diretamente pelo presidente, permaneceu na reformulação dirigida por Alexandre Mattos.

No primeiro ano após a “reconstrução”, Robinho foi o maestro com a saída de Valdivia e a ausência de Cleiton Xavier. Fellype Gabriel, então, mal jogou um tempo em mais de seis meses de clube. Alguém se lembra?

Mesmo com os golaços de cobertura sobre Rogério Ceni e o título da Copa do Brasil, Robinho saiu pela porta dos fundos do clube. Sem render mais o esperado, ou ter conseguido jogar a mais do que poderia no Palmeiras, ele reforço o Cruzeiro de Mano Menezes. Quem “quebrou o galho”, e o fez muito bem, foi Moisés, que virou um verdadeiro polivalente do Verdão.

APOSTA

Para 2017, Moisés seguiu com a camisa 10, mas o Palmeiras trouxe Guerra para qualificar ainda mais a criação. Principalmente que, no “pacote”, veio também Borja, companheiro de sucesso do meia no Nacional. Apesar de ainda não ter mostrado todo seu talento, o camisa 18 tem potencial de “10” e os números mostram isso quando ele jogou ao lado do fiel escudeiro desde os tempos em Medellín.

Confira!

Dupla dinâmica: veja por que Guerra e Borja juntos tornam Palmeiras imbatível



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.