Patrocínio Esportivo – vale a pena?

Unir a imagem de sua empresa ou de algum de seus produtos a uma entidade esportiva, seja ela um clube de futebol, basquete, rúgbi ou a um atleta específico, seja de qual modalidade for, é uma situação que sempre esteve em questão para todas as agências de publicidade e departamentos de marketing. Na verdade a questão surge não somente quando se pensa em “usar” a imagem de um atleta, mas também na decisão de contratar uma celebridade. Tanto um quanto o outro está sujeito a riscos, à situações que fogem do controle de sua empresa e, todo o dinheiro investido em uma campanha pode ir pelo ralo…mas nosso foco aqui é o esporte, então vamos a ele.
Claro que o esporte, e o esportista de alta performance, atrai o foco das atenções. O somatório de modelo físico, bem cuidado e saudável, transmite credibilidade e, junte-se a isso o cheiro do sucesso que atiça o desejo da população em geral de mimetizar esse modelo, logo, nada poderia ser mais atrativo para uma empresa que usar esses atributos e tentar atrair consumidores e, no caso de clubes esportivos, buscar o engajamento da torcida à sua marca.
O risco? O risco sempre existe em qualquer negócio. Cabe analisar a situação, cercar-se de todos os dados possíveis que amenizem as dúvidas, dados esses que vão ao encontro de sua necessidade, seus objetivos, e cuidar de todas as amarrações jurídicas para que, caso surja uma situação onde se faça necessário um rompimento, que ele seja feito sem traumas pois, provavelmente, esse trauma já estará sendo vivido por conta da situação que levou a consulta às cláusulas contratuais. Afinal, enquanto a relação está boa, o contrato é praticamente esquecido.
Por fim, claro que vale a pena patrocinar, unir o seu produto a um atleta, uma equipe, uma entidade esportiva, desde que os resultados das análises de perfil, estatísticas e de risco encaixem-se nos objetivos de resultado de sua empresa, e que todos os cuidados citados no parágrafo anterior sejam tomados visando evitar possíveis e inesperadas dores de cabeça, surgidas de um, mesmo que pequeno, escorregão. E o momento exato de cuidar disso é na negociação do contrato, já que na hora do trauma, vale o que está – bem – escrito.

continua….



Gerente de Marketing e Relacionamento do Flamengo 2013/14/15. Atualmente Coordenador e Professor no MBA em Gestão e Marketing Esportivo Trevisan. Business Management, Marketing Emphasis, Universidade da Califórnia. MBA em Gestão Ibmec. Gestão Futebol CBF. Autor Blog A Bola nem sempre é redonda Fluente em 4 idiomas, bons conhecimentos em outros 2.