Opinião: Um erro não conserta o outro. Árbitro precisa de apoio neste momento

Foto: Reprodução Twitter

O clássico entre Corinthians e Palmeiras, disputado na noite desta quarta-feira (23) teve um personagem que merece todas as criticas por seu erro, embora tenha se mostrado arrependido e até chorado após o encerramento do combate na Arena Corinthians, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo.

Thiago Duarte Peixoto até que vinha tendo uma arbitragem boa, sem se comprometer muito, quando perto do fim do primeiro tempo cometeu um de seus maiores erros em sua carreira. No lance em que Keno sofreu falta no contra-ataque palmeirense e ele disputou a bola com Maycon e depis ainda levou um choque de Pablo. Onde estava Gabriel neste lance? Longe, bem longe de qualquer disputa pela bola naquele momento e aí vem o erro grosseiro.

O árbitro vai marcar a falta e puxa o amarelo, seguido do vermelho para o camisa 5 alvinegro e mesmo alertado que ele não tinha sequer particpado do lance, manteve a decisão de expulsar Gabriel. Pela decisão tomada, Thiago merece todas as criticas, pois embora a regra do jogo permita que ele seja o senhor de todas as decisões, tem um aspecto que ele precisa lembrar. Ele é apenas parte de uma equipe e o quarto árbitro chegou a afirmar que Gabriel não estava presente na disputa de bola. Ainda assim, manteve sua decisão e eliminou o camisa 5 alvinegro da partida.

Que fique bem claro que não estou defendendo uma caça às bruxas sobre Thiago Duarte Peixoto. Apenas acho que ele agiu errado de forma grave, por não ter pensado alguns segundos antes após ouvir o comentário de seu colega de arbitragem, pior ainda, manter uma decisão que poderia ter custado ainda mais caro ao Corinthians, já que poderia ter sido derrotado. Porém, o futebol costuma aprontar das suas e viu um Palmeiras que não soube aproveitar a vantagem numérica em campo, bem como teve um lance do Alvinegro que aproveitou uma série de erros alviverdes e fez com Jô o 1 a 0 que deu a vitória no Derby.

Sobre o arbitro, além do pedido de desculpas ele precisa por a cabeça no lugar e ouvir mais seus colegas, ser menos arrogante com os atletas e ficar um tempo sem apitar para que se recicle e volte melhor. Que o bom senso que faltou na condução do caso em campo, sobre a ele agora neste pós jogo. Um erro não conserta o outro como já dizia uma frase de uma música de Roberto Carlos e que a Comissão de arbitragem não vire as costas a seu integrante agora, pelo bem de sua carreira.