Derby 100 anos: Capítulo I

Não teria roteiro melhor para simbolizar a vitória do “time do povo” no primeiro confronto do maior clássico brasileiro. Existia o lugar, o confronto contra um difícil oponente, o vilão que aparece para tentar estragar os planos, e a esperança de um final feliz. Assim foi escrito o primeiro capítulo deste que será o ano de comemoração dos 100 anos de Corinthians vs Palmeiras, e o que todos esperam é que a cada trecho desta história que só aumenta seja de muitas partidas com emoção à flor da pele como o duelo de ontem à noite.

O LUGAR

Ontem torcedor alvinegro foi à Arena Corinthians com um pequeno receio de clássicos em seus domínios, desde que o Timão começou a mandar seus jogos no local, a superioridade em relação aos seus maiores oponentes do estado não era vista, e contra a equipe do Palmeiras o temor era maior. Eram quatro jogos, com duas vitórias da equipe alviverde, um empate, que veio com gosto ruim já que na ocasião o Palmeiras venceu nas penalidades a partida, e apenas uma vitória dos mandantes.

As arquibancadas não estavam cheias como de costume, os problemas que o Corinthians vem enfrentando não animou seu torcedor para lotar o local, porém os mais de 30 mil torcedores que foram ao estádio viram uma partida simplesmente perfeita taticamente da equipe do técnico Fábio Carille, que conseguiu anular todas as maneiras do Palmeiras chegar ao gol de Cássio. A raça corinthiana empolgou seu torcedor que comprou a ideia da equipe e empurrou durante 90 minutos, incessantemente, e foi retribuída com uma vitória no maior “estilo corinthians” de vencer.

Carille foi providencial na vitória.
Carille foi providencial na vitória.

O GRANDE OPONENTE

Sem dúvida alguma, o Palmeiras tem o melhor elenco do país, isto está claro para quem é fã de futebol, são muitos jogadores de qualidade e que podem decidir a partida a qualquer momento. Porém, infelizmente o grande time não tem um técnico à sua altura. Eduardo Batista foi claramente covarde quando a equipe alviverde ficou com um jogador a mais, e sua falta de vontade em massacrar o Corinthians no segundo tempo foi o maior pecado que ele cometeu.

O retrospecto era favorável para os visitantes, e os jogadores palmeirenses se abraçaram com isso achando que levariam a vitória no clássico, porém tanto Dudu, carrasco corinthiano nos últimos clássicos, M. Bastos, Mina e companhia não conseguiram andar na forte marcação do Timão. Juntando isso com uma inércia dos jogadores palmeirenses, que após a expulsão de Gabriel, acharam que iria vencer a qualquer momento, foi crucial para aumentar a vontade dos jogadores corinthianos.

O VILÃO

Thiago Duarte Peixoto, guarde esse nome, por que este foi o último clássico que este arbitro arrogante apitou. Como em roteiro de filme, o vilão tenta de qualquer jeito acabar com a graça do filme e estragar o final feliz, e quase que este árbitro fraquíssimo fez. No lance em que Maycon fez a falta pelo puxão em Keno e Pablo deu o carrinho cometendo outra falta, Thiago conseguiu ver que Gabriel, QUE NEM PERTO ESTAVA, foi o jogador causador de parar o contra-ataque palmeirense, e sem ouvir seus auxiliares acabou expulsando o volante do Timão.

E se o time já jogava por Camacho e toda a tragédia que atingiu o jogador Corinthiano durante a semana, este seria mais um atributo no clássico para os 10 restantes atletas se matassem dentro das quatro linhas. E como em todo bom filme, o vilão não consegue se dar bem.

FINAL FELIZ ALVINEGRO

Estava escrito já, o Corinthians não poderia perder este clássico, a atmosfera criada pela torcida, a dedicação dos jogadores, as situações que a arbitragem falha colocou na partida, tudo conspirava para uma vitória gloriosa para o Timão e enfim abraçar novamente a sua fiel torcida.

O terrão sempre dá bons frutos.
O terrão sempre dá bons frutos.

Desde o começo o time afunilou o Palmeiras, mas quando perdeu Gabriel, soube se defender como nunca, não deu brechas ao ataque visitante. A disciplina tática que Carille conseguiu colocar na mente de seus comandados foi incrível, e foi recompensada ao final com o gol de Jô. Um gol dos meninos do terrão, corte de Guilherme Arana, roubo de bola de Maycon e gol de Jô. O clássico que consagrou quem jogou com a alma, e o final feliz foi para quem encarnou o clima do DERBY.



Estudante de jornalismo - UNIRP - São José do Rio Preto