Ele não tem braços e pernas. E corre no Dakar

Reprodução/Youtube

Philippe Croizon é um dos milhares de pilotos que estão arriscando sua vida no Raly Dakar, que começou no último dia 2 de janeiro, em Assunção, capital do Paraguai. Mas, há dois “pequenos” detalhes que tornam a vida do francês de 48 anos mais difícil , durante o rali: ele não tem os dois braços e as duas pernas.

Tudo começou em 1994, quando o então metalúrgico  subiu no telhado de casa para arrumar a antena de TV. Ele recebeu duas descargas elétricas de 20 mil volts, provocando queimaduras graves e uma parada cardíaca. o piloto ficou três meses no hospital, onde passou por várias operações.

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E um dos objetivos já estava traçado: competir em uma das edições do Dakar. É claro que familiares e amigos mais próximos acharam tudo aquilo uma loucura. Mas, vai duvidar de quem já saltou de paraquedas e atravessou o Canal da Mancha a nado. Tudo isso, já sem os membros superiores e inferiores.

“Sempre comparo a deficiência física com o esporte de alto nível. O deficiente também luta por um resultado e para se superar, por exemplo, quando consegue pôr as meias sozinho.”, conta Crozion ao site da BBC. O piloto faz tudo com a mão direita. Acelera, breca e gira o volante e tem como “salva vidas”, o co-piloto  Cédric Duplé em um buggy adaptado da equipe do francês Yves Tartarin.