Opinião: Minha seleção do Brasileirão

Foto: Ricardo Stuckert/SITE CBF.

Aproveitando as diversas premiações para os melhores jogadores do Brasileirão, decidi compartilhar com vocês a minha seleção do campeonato. Claro, mesmo dando mérito aos três melhores de cada posição, não conseguirei (e nem quero) agradar a todos, até porque os jogadores são nivelados em quase todas as posições.

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Levei em consideração para montagem dessa equipe: critérios estatísticos (sempre amparado pelo Footstats), papel tático, técnica do jogador, importância na equipe, e poder de decisão. Não necessariamente nessa ordem. Ou necessariamente em qualquer ordem.

Goleiro
3º colocado: Weverton (Atlético Paranaense);
2º colocado: Jailson (Palmeiras);
1º colocado: Vanderlei (Santos) – O melhor goleiro não vem de nenhuma das duas melhores defesas do campeonato? Para mim, não. Vanderlei é o goleiro mais regular do Brasil há pelo menos 1 ano. Seguro, simples, e ótimo. Além de se virar bem com os pés como um bom goleiro moderno.

Lateral-direito:
3º colocado: Fagner (Corinthians);
2º colocado: Victor Ferraz (Santos);
1º colocado: Jean (Palmeiras) – Dentre as duas laterais, Jean foi o lateral mais regular do campeonato. Equilibrou ações ofensivas e defensivas, exibiu técnica em lançamentos e cruzamentos, arriscou muito para gol, e contribuiu com 6 gols e 4 assistências para o título do Verdão.

Zagueiro-direito
3º colocado: Pedro Geromel (Grêmio);
2º colocado: Luiz Felipe (Santos);
1º colocado: Yerry Mina (Palmeiras) – Quando a defesa parecia ser o ponto fraco do Palmeiras, chegou um colombiano metido a dançarino e mudou tudo. Mina é o zagueiro que agrada a todos, alto, rápido, forte, bom desarme, bom tempo de bola, bom no cabeceio, bom nos clássicos… Boa parte da melhora na defesa do Palmeiras do primeiro para o segundo turno (20 gols x 12 gols, respectivamente) se deve a inserção do beque.

Zagueiro-esquerdo
3º colocado: Rafael Vaz (Flamengo);
2º colocado: Thiago Heleno (Atlético Paranaense);
1º colocado: Vitor Hugo (Palmeiras) – Zagueiro que já vinha de um bom 2015 e se afirma em 2016. Vitor Hugo talvez tenha perdido o posto de xerife com a chegada de Mina, mas consegue desempenhar muito bem sua função ao lado do colombiano. Os dois tem características parecidas, e por isso são um pesadelo para qualquer atacante.

Lateral-esquerdo
3º colocado: Jorge (Flamengo);
2º colocado: Fábio Santos (Atlético Mineiro);
1º colocado: Zeca (Santos) – Apóia como um ponta, mas ainda peca muito nos espaços que dá. Extremamente versátil e promissor, pode desempenhar a função nas duas laterais. Tem muito para agregar em seu futebol defensivamente, mas mostra qualidade para estar nessa seleção por muitos anos. Particularmente, sou um grande admirador de seu futebol.

Meia 1
3º colocado: Gustavo Scarpa (Fluminense);
2º colocado: Renato (Santos);
1º colocado: Tchê Tchê (Palmeiras) – Fez um grande paulistão pelo Audax e chegou no Palmeiras como se já soubesse tudo que ia enfrentar, na visão de todos veio para compor elenco no Verdão, só que chegou, tomou a posição e não saiu mais. Veloz, técnico, móvel, e inteligente, são essas as melhores características para resumir Tchê Tchê.

Meia 2
3º colocado: Camilo (Botafogo);
2º colocado: Vitor Bueno (Santos);
1º colocado: Willian Arão (Flamengo) – Líder em desarmes e top 5 em passes no Brasileirão, Willian Arão é outro que não sentiu a conturbada troca entre Botafogo e Flamengo. Se afirmou como grande nome no cenário nacional, e foi referência na belíssima temporada do Mengão.

Meia 3
3º colocado: Diego Ribas (Flamengo);
2º colocado: Diego Souza (Sport);
1º colocado: Moisés (Palmeiras) – Para muitos o jogador mais importante do Palmeiras no ano. Equilibrou ataque e defesa, criou, desarmou, chutou, se postou bem em campo, fora ter o papel de grande protagonista no “Cucabol” com seus laterais absurdos.

Atacante 1
3º colocado: Ricardo Oliveira (Santos);
2º colocado: Fred (Atlético Mineiro);
1º colocado: Dudu (Palmeiras) – Na minha visão, craque do brasileirão. Mesmo fazendo menos gols que qualquer um dos 9 atacantes que colocarei aqui, Dudu ajudou o Palmeiras de todas as formas possíveis. Foi muito decisivo na reta final e ganhou uma experiência absurda ao decorrer do campeonato. A faixa de capitão fez muito bem ao “torcedor em campo”, que começou a pensar muito melhor antes de tomar decisões. Dudu também foi o maior assistente do campeonato com 10 assistências ao lado de Gustavo Scarpa.

Atacante 2
3º colocado: Keno (Santa Cruz);
2º colocado: William Pottker (Ponte Preta);
1º colocado: Robinho (Atlético Mineiro) – Entre todos os 11, Robinho é o mais consagrado no futebol, mas após ficar no banco do Guangzhou Evergrande (China) chegou meio desacreditado ao Brasil e não decepcionou a torcida do Galo. Não é o mesmo que ganhou o bi campeonato pelo Santos, hoje Robinho é menos driblador e mais finalizador, até por isso foi o artilheiro do Brasil com 25 gols na temporada. Também contribuiu para a artilharia de Fred no campeonato, tendo 8 assistências para gols do Galo.

Atacante 3
3º colocado: Sassá (Botafogo);
2º colocado: Gabriel Jesus (Palmeiras);
1º colocado: Marinho (Vitória) – Após uma sequência de 4 derrotas da 29ª até a 32ª rodada e um pé no rebaixamento, Marinho tomou conta do Vitória e livrou o time da série B. Dos 12 gols no campeonato, 7 foram nos últimos 6 jogos. Marinho se consolidou como grande jogador, tirando a imagem do seu sucesso de suas entrevistas fora do padrão. Foi quem mais incomodou no campeonato, jogador que mais driblou e que mais sofreu faltas. Auxiliou também seus companheiros com 6 assistências para gol. Marinho mandou no Vitória, e mesmo na 16ª colocação conseguiu seu lugar aqui “por merecimento”, como diria um certo técnico.

Técnico
3º colocado: Jair Ventura (Botafogo);
2º colocado: Dorival Júnior (Santos);
1º colocado: Cuca (Palmeiras) – Decisão difícil se tratando de três técnicos que foram espetaculares. É verdade que Cuca tinha mais material humano, mas era o único entre os três que tinha a enorme pressão de vencer o Brasileiro. Cuca lidou com diversos problemas, desde discussões até os lesionados. Quando precisou fez mudanças pontuais na equipe que resultaram no Enea. Sempre em evidência, e pautando o jornalismo nacional com o “Cucabol”, Cuca tirou tudo de letra e fez por merecer a sua fantástica campanha.

Escalação (4-3-3) – Vanderlei; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zeca; Tchê Tchê, Willian Arão e Moisés; Dudu, Robinho e Marinho. Técnico: Cuca.

Revelação: Vitor Bueno (Santos).
Melhor jogador: Dudu (Palmeiras).

E aí, o que acharam?