OPINIÃO: Minha seleção do Brasileirão 2016

Créditos da Foto: César Greco/ Agência Palmeiras

Com todas as partidas disputadas de maneira simultânea, foi encerrado, no último domingo (11/12), o Campeonato Brasileiro de 2016. E além de grandes espetáculos nos estádios e muitas cenas memoráveis, o Brasileirão mostrou ser mesmo um dos campeonatos mais disputados do mundo.

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Com 80 pontos conquistados dos 114 disputados na competição, 62 gols marcados e 24 vitórias, o Palmeiras sagrou-se campeão do torneio, após 22 anos de jejum. Apenas nove separam o Verdão do Santos, vice-colocado, e do Flamengo, que ficou com a terceira colocação – ambos com 71 pontos.

Ao todo, foram disputados 379 jogos nesta edição do torneio e foram marcados exatos 912 gols. Em média, foram 2,41 gols por partida. A maioria destes gols saíram dos pés de Fred (Atlético Mineiro), William Pottker (Ponte Preta) e do meia Diego Souza (Sport), artilheiros do certame com 14 gols cada.

Mas, se o Brasileirão deste ano foi um sucesso dentro e fora das quatro linhas, muito se deve a jogadores que tiveram grandes despenhos individuais no certame. E em meio a tantos nomes de peso, muitos atletas sem mídia ou status de craque que se destacaram.

No entanto, se fossemos montar uma Seleção com os melhores jogadores do Brasileirão, quem seriam os 11 nomes que estariam escalados para defender esse time de craques?

Confira, a seguir, a relação:

GOLEIRO: Vanderlei (Santos) – Com o dobro de jogos disputados em relação a Jaílson e quase o triplo de defesas difíceis do goleiro do Palmeiras, Vanderlei foi um dos destaques do Santos no Brasileirão. Dos 38 jogos do torneio, disputou 37 deles – em um deles cumpriu suspensão. O guarda metas soma 67 defesas difíceis, 13 jogos sem sofrer gol e apenas 34 gols sofridos.

LAT.DIREITO: Jean (Palmeiras) – Peça fundamental no esquema defensivo de Cuca. Jean mostrou ser um forte marcados, tanto pela chão quanto em bolas aéreas. Em 34 jogos, foi amarelado apenas três vezes. Além disso, acertou mais de mil passes, marcou seis gols e deu quatro assistências. E quando escalado para jogar de volante, também mostrou qualidade e versatilidade.

ZAGUEIRO: Vitor Hugo (Palmeiras) – Com a chegada do colombiano Yerry Mina, Vitor Hugo cresceu ainda mais com a camisa alviverde. O zagueiro mostrou a segurança de sempre na defesa e muita qualidade no ataque. Vitor Hugo é o melhor rebatedor de bolas do time e, neste Brasileirão, marcou balançou a rede quatro vezes. Ele foi peça chave no esquema palmeirense.

ZAGUEIRO: Pedro Geromel (Grêmio) – Convocado neste ano para a Seleção, Geromel tem melhorado a cada temporada. Veloz, tático e raçudo, esteve muito entrosado com seus companheiros. Nos 26 jogos em que atuou, o Grêmio não tomou gol em 15 oportunidades. Segundo o Goal.com, o defensor acertou 68,2% dos duelos e, nas bolas aéreas, teve um aproveitamento de 69,4%.

LAT.ESQUERDO: Fábio Santos (Atlético Mineiro) – Chegou em Minas Gerais no meio da temporada, mas tomou conta da posição. Seguro na defesa e perigoso em suas decidas. Nos 19 jogos em que disputou, ganhou mais de 70 disputas e fez 30 cortes. Fábio ainda foi uma das principais armas ofensivas do time. Não marcou, mas deu quatro assistências e criou 21 oportunidades de gol.

VOLANTE: Tchê Tchê (Palmeiras) – Inteligente, voluntarioso e flexível. Este é Tchê Tchê. Após bela campanha no Paulistão, chegou ao Palmeiras e não sentiu o peso da camisa. Conquistou a confiança de Cuca com suas belas atuações e sua habilidade de jogar em mais de uma posição. Jogou 33 jogos e marcou dois gols e deu suas assistências. O volante certou mais de 90% dos passes.

VOLANTE: Willian Arão (Flamengo) – É inegável que Arão foi um dos jogadores mais regulares do Flamengo na temporada. Chegou ao Ninho do Urubu e tomou conta da defesa. O volante disputou 33 jogos, fez mais de 100 desarmes e foi amarelado apenas quatro vezes. O volante, que marcou quatro gols no Brasileirão, ficou de fora de apenas um jogo e não apresentou nenhuma lesão.

MEIA: Diego Souza (Sport) – Com 14 gols marcados, foi um dos artilheiros da competição ao lado de Fred e Pottker. É a primeira vez que o Sport tem um artilheiro na competição e, há 26 anos, o Brasileirão não possuía um artilheiro da região nordestina. Nos 33 jogos em que esteve em campo, ainda anotou seis assistências e foi o grande maestro do meio campo do Sport.

MEIA: Dudu (Palmeiras) – Dudu foi fundamental na conquista do Brasileirão. Na ausência de Gabriel Jesus, o camisa 7 foi o protagonista da equipe de Cuca. O baixinho marcou cinco gols, deu nove assistências e criou 84 chances de gol nos 30 jogos que disputou. Além disso, Dudu sofreu mais 100 faltas, ficando apenas atrás do atacante Marinho, do Vitória, com 122.

ATACANTE: Gabriel Jesus (Palmeiras) – No início da temporada, Cuca centralizou Gabriel Jesus. O início foi difícil, mas o talento prevaleceu. Assim como Geromel, Gabriel Jesus foi premiado com convocações para a Seleção. Ficou ausente em algumas rodadas, mas os números ainda são positivos. Na competição, marcou 12 gols, deu quatro assistências e criou 35 chances.

ATACANTE: Marinho (Vitória) – O atacante Marinho foi a principal arma do Vitória para escapar do rebaixamento. Neste segundo turno, teve participação direta na maioria dos gols do clube. Nas três últimas seis partidas, por exemplo, balançou a rede sete vezes. Ao todo, em 27 jogos, marcou 12 gols e deu seis assistências. E como dito anteriormente, liderou no quesito faltas sofridas.



Apaixonado por esportes, Gabriel Lanza cursa Jornalismo na Unoeste (Universidade do Oeste Paulista). Aos 21 anos, soma passagens por veículos como 98 FM, Web Rádio Facopp, Portal Facopp, Coordenadoria Municipal da Juventude e PCI Concursos. Após o termino de sua Graduação, no fim de 2017, o prudentino dará início a sua Pós-Graduação.