Cuca revela qual é a melhor e a pior coisa de trabalhar no Palmeiras

Cuca
Crédito da Foto: Getty Images

O técnico Cuca fez sua despedida do comando do Palmeiras no último domingo (11), em triunfo sobre o Vitória, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, conquistado pelo Verdão. Agora o treinador ficará um período fora do futebol, com a família, e analisou o que há de melhor em vencer no time paulista, mas também o que é mais complicado.

Em entrevista à “Folha de São Paulo“, o ex-comandante do time alviverde – que deve ser substituído nos próximos dias por Eduardo Baptista – explicou as duas situações.

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Melhor coisa de trabalhar no Verdão

“O melhor é ganhar no Palmeiras. A gente não tem ideia do que significa ganhar esse Brasileiro aqui. Eu falo para os jogadores que eles não estão tirando um peso de 22 anos do clube, mas estão pondo uma fotografia para a posteridade. Quando você entra no vestiário, tem imagens dos campeões. Quando você morrer, seus filhos, netos e bisnetos verão o seu nome no vestiário do Palmeiras. Essa é a maior conquista: colocar nossa marca na Sociedade Esportiva Palmeiras. Não basta ser campeão: trata-se de deixar o nome na história”, disse Cuca.

Pior coisa de trabalhar no Verdão

“A ansiedade que pairava e passava da arquibancada para o campo. Existe uma vontade da torcida de ser campeã antes do tempo, e isso não vai acontecer, tem que esperar. Às vezes não se conseguia tocar a bola com tranquilidade, e os jogadores se queixavam comigo: ‘ah, professor, a torcida não tem paciência’. E é um time jovem, e isso me preocupava. Eu tinha muito medo de perder um jogo em casa e a torcida e o time perderem a confiança. Porque aí tudo acontece junto e o time entra em crise. E tivemos jogos cruciais e muito perigosos. Contra o Sport; contra o Internacional, chovendo e parecendo Gauchão; contra o Botafogo, com sol que parecia do Rio”, afirmou o ex-treinador do Palmeiras.