Clemer critica postura da direção do Inter e vê injustiça na sua saída do clube

Clemer
Crédito da foto: Arquivo/Internacional/Alexandre Lops.

Títulos nas categorias de base não faltaram no promissor currículo de Clemer como treinador no Inter. Goleiro titular nas conquistas da Libertadores e do Mundial de 2006, ele venceu praticamente todos os campeonatos possíveis com os times de base e muito por isso considerou injusta sua saída do clube, ainda no início da temporada de 2015.

O ex-goleiro participou do programa Baita Amigos, do BandSports, comandado por Neto, nesta segunda-feira. Ele deu mais detalhes da sua saída e lembrou do dia que o presidente Vitorio Piffero o chamou para conversar após um treinamento.

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“Eu tô saindo de um treinamento e o Vitorio (Piffero) veio na minha direção. Falou: “Clemer, vem aqui, quero falar contigo (…) não me leve a mal, mas acho que está na hora de tu sair do clube”. Ele disse que era momento de procurar novos ares e, depois, quem sabe, voltar com mais experiência. Mas se eu estava ganhando tudo na base, revelando jogadores e dando lucros para o clube, como vou sair e depois voltar?”, lamentou o ex-goleiro.

No programa, Clemer confessou que perguntou ao presidente se o trabalho na base não estava agradando, o que foi prontamente negado por Piffero, que garantia estar satisfeito. A saída oficial do ex-goleiro se deu após uma briga com o supervisor da preparação física das categorias de base, Flávio Soares, o Galo. Os dois chegaram às vias de fato.

Dos jogadores que terminaram o Brasileirão atuando pelo Inter, Clemer lembrou de alguns lançado por ele nas divisões de base e disse que o rebaixamento inédito não pode ser colocado na conta da “imaturidade”.

“Revelei Rodrigo Dourado, Alisson, Willian e o Gustavo Ferrareis. Colocar a culpa somente na imaturidade da equipe não é o caminho. Não podemos esquecer que grande parte dos jogadores desse elenco chegaram na semifinal da Libertadores em 2015”.

Em 2013, Clemer teve uma oportunidade de treinar o time principal do Inter após a saída de Dunga. No ano seguinte, retornou para a base do clube, onde ficou até maio de 2015. Em 2016, trabalhou no Glória, do interior gaúcho, e no Sergipe, tendo sido campeão estadual. Atualmente, aguarda um novo trabalho.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Fã de esportes, sobretudo tênis. Colorado por paixão, jornalista por vocação e tenista por opção.