Rafinha explica por que pediu dispensa da seleção de Dunga

Rafinha
Foto: Getty Images

Há pouco mais de um ano, o lateral-direito do Bayern de Munique, Rafinha, causou polêmica ao pedir dispensa da convocação feita por Dunga para os primeiros jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo. Nesta quarta-feira, o jogador se explicou e disse porque tomou a atitude, onde afirmou que muitos jornalistas “aumentaram” o teor de sua decisão.

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Em participação no Fox Sports Rádio, do Fox Sports, Rafinha ressaltou que não disse “não” à seleção brasileira, mas apenas priorizou a sua sequência no Bayern de Munique já que não estava sendo chamado com frequência para a equipe canarinha.

Eu sempre gosto de responder essa pergunta, porque as pessoas que escutaram o que outras pessoas venderam na imprensa não é a resposta correta. Eu não disse ‘não’ à seleção brasileira. O problema foi o seguinte, naquele momento em que fui convocado pelo Dunga, queria até agradecer ao Dunga porque ele me convocou pela primeira vez em 2008… só que naquele momento que o Dunga me convocou iria fazer dois anos que ele estava no comando da seleção e eu não tinha sido convocado nenhuma vez e sempre jogando no Bayern de Munique e conquistando títulos. Acho que quando você joga em um grande time na Europa, você tem um carinho, uma atenção do seu país. Claro que o Brasil sempre esteve bem representado de laterais-direito, como o Maicon, Daniel Alves, Danilo. E eu não estava sendo lembrado nem como terceiro, então eu achei que eu tinha que dá prioridade aqui no Bayern”, explicou.

Vale ressaltar que Rafinha havia sido convocado porque Danilo e Daniel Alves haviam sido cortados das duas primeiras rodadas das Eliminatórias por estarem lesionados.

“Porque eu falei, se eu não estou sendo lembrado como primeiro, segundo ou terceiro, o quarto não é concorrência, no meu modo de ver, quarta opção não é concorrência. Então naquele momento eu achei melhor me dedicar ao Bayern, onde estava vivendo um bom momento, e estou vivendo há seis anos. Então achei melhor priorizar o Bayern onde eles estavam me colocando pra jogar sempre, sempre tendo uma sequência de jogos e na seleção não vinha tendo sequência”, completou.

Questionado se aceitaria ser convocado por Tite, Rafinha preferiu não enfatizar o assunto para não parecer “apelo” à uma convocação.

“Eu não gosto de ficar falando de seleção, porque o pessoal tem outra interpretação, de que a gente está cavando. Eu até com o Pep (Guardiola), que me perguntou por que eu não falo sobre seleção brasileira. Eu acho que não tenho que ficar falando de seleção. Claro que eu sou brasileiro, estou jogando no meu clube e estou à disposição. Mas não falo sobre seleção porque a galera acha que eu estou cavando”, enfatizou. “Porque a galera acha ‘ah naquela época o Brasil tava mal e você não quis ir, agora que tá bem você quer ir’. Se ele achar que devo ir, estou à disposição”, completou.

Rafinha tirou recentemente a cidadania alemã e foi especulado que sua dispensa da seleção foi para poder atuar na seleção campeã do mundo. O lateral também respondeu se tivesse que escolher uma convocação da seleção de Tite ou de Joaquim Low, de qual ele aceitaria.

“Eu não parei para pensar nisso não. Eu tirei o passaporte alemão, agora de cidadão alemão, minha família também está tirando o passaporte. E é uma situação que muita gente colocou que eu pedi dispensa da seleção para jogar pela seleção alemã, não. Isso não é verdade. Já faz muito tempo que estou na Alemanha e todo mundo sabe que os alemães têm um carinho enorme por mim e eu sei disso, porque é um país que me acolheu muito bem, há 10 anos que estou aqui. Então essa suposta troca de seleção foi criada por outras pessoas, não por mim que em nenhum momento falei que estou deixando de ir para o Brasil para jogar na seleção alemã“, disse.



Jornalista. Como todo torcedor também gosto de dar meus pitacos. Fã da seleção italiana, do Milan e do Arsenal.