Opinião: São Paulo e Ricardo Gomes, o fim de um triste e esquecível espetáculo

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Chegou ao fim o comando de Ricardo Gomes no São Paulo. Foram 18 espetáculos, em diversas localidades do país, com uma mistura de sentimentos que foram da angústia de um possível rebaixamento, ao êxtase de uma goleada irretocável sobre o maior rival. Mas, contrariando o que diz o ditado popular, “este show não vai continuar”

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Em 21 de agosto de 2016, dirigentes são paulinos acreditavam que estava na hora de tentar corrigir um dos inúmeros erros da gestão Juvenal Juvêncio: a demissão de Ricardo Gomes pelo ex-presidente do São Paulo, que não renovou o contrato do treinador em 2010, mesmo ele levando a equipe a uma semifinal de Libertadores da América. Sim, foi este o motivo. Ninguém me convencerá que foi por conta do trabalho dele no comando do Botafogo, que naquele momento lutava para sair do Z-4.

Foram 18 jogos nesta segunda passagem de Ricardo Gomes pelo São Paulo: seis vitórias, cinco empates e sete derrotas. E sinceramente, por mais que os números em si escancarem o motivo da demissão, temos que levar em consideração que o elenco é de fato um dos piores já montados na história do clube. Porém, se alguém lá dentro do Tricolor podia tentar barrar alguém, esse alguém era o técnico.

Insistir em Wesley e Denis, criar um sistema de jogo deficitário, demorar para aproveitar os garotos da base e ainda assim, utiliza-los de forma pífia, sem uma função específica dentro de campo, ajudou no triste espetáculo que era ver o São Paulo jogar sob o comando de Ricardo Gomes. Sim, espetáculo sugerido pelo próprio treinador, quando usou deste adjetivo para qualificar a eliminação do clube que outrora conquistou o mundo por três vezes e que tem um faturamento que dava para bancar o elenco de todas as equipes da série C do Brasileirão. Eliminação que foi na Copa do Brasil para o Juventude, que de fato estava na terceira divisão da elite nacional.

Houve um momento de alegria: a goleada sobre o rival Corinthians no Morumbi por 4 a 0. Um alivio, diante de uma temporada tão temerosa. Mas a verdade, é que foi um momento tão passageiro quanto uma chuva no sertão. Logo a realidade, a seca, veio a tona para castigar o clube. E era preciso que este triste espetáculo, tivesse um fim, justificável por conta das criticas negativas de seus espectadores.

A cortina se fechou, e Ricardo Gomes está fora. Foi um acerto no momento errado, pois deveria ter sido feito antes. Mas pelo menos, aconteceu. Pintado irá dirigir o clube nas duas últimas partidas do São paulo nesta reta final de Brasileirão, que de nada serve a não ser, quem sabe, para uma última atuação daqueles que deviam ser protagonistas, mas preferiram atuar como meros coadjuvantes, de um espetáculo sem graça e totalmente esquecível.

Que venha Rogério Ceni. Ou Jardine. Ou Bielsa. Ou Zidane. Ou Guardiola. Seja quem for, é preciso que tenha em mente uma única coisa, Leco: este elenco é pífio, e o São Paulo precisa de fato de protagonistas.