Opinião: Manchester United empata com o Arsenal e sai de campo com sabor de derrota

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Na manhã desse sábado, 19 de novembro, no Old Trafford, em Manchester, o United empatou com o Arsenal (1 a 1) e saiu de campo com sabor de derrota. A partida foi válida pela 12ª rodada do Campeonato Inglês. Cercada de muitas expectativas, a partida não foi brilhante e as duas equipes decepcionaram os torcedores.

Manchester United e Arsenal iniciaram o jogo com as linhas adiantadas, marcando no campo do oponente. As linhas aproximadas e buscando o gol. Depois de um início intenso, as duas equipes diminuíram o ritmo e começaram a trocar passes sem objetividade, longe da área e sem dar trabalho para os goleiros. O primeiro chute no alvo só aconteceu aos 36 minutos do 1º tempo. Chute de Juan Mata obrigando Petr Cech a fazer uma brilhante defesa. O segundo chute no alvo foi de Martial aos 40 do 1º tempo que Petr Cech espalmou para a linha de fundo. Depois da cobrança de escanteio, a bola sobrou para Martial que chutou no meio do gol de Petr Cech que defendeu sem muitas dificuldades.

O primeiro tempo terminou com o Manchester United dominando a partida, organizado e neutralizando os jogadores de criação do Arsenal com uma marcação aplicada e aproximada.

O Manchester United vinha de apresentações irregulares e inconsistentes, mas, jogando em casa, tinha a obrigação de vencer para se aproximar do bloco de cima da tabela de classificação. Sem poder contar com Ibrahimovic, o técnico do Manchester United, José Mourinho, armou a equipe no tradicional 4-4-2. De Gea no gol; o lateral direito Valencia saindo pro jogo, agredindo com muita velocidade, buscando a triangulação e fazendo a ultrapassagem; o lateral esquerdo Darmian mais contido quando sua equipe não tinha a posse de bola e saindo pro jogo quando a equipe retomava a posse de bola – marcação implacável em Walcott; os zagueiros Phil Jones e Rojo não foram incomodados pelos atacantes do Arsenal; o volante Carrick mais recuado; o meia Herrera mais adiantado; o meia Juan Mata circulando pelo meio e pelos lados, próximo dos companheiros e participando das jogadas de criação; o volante/meia Pogba aproveitando a versatilidade para se aproximar dos meias e atacantes; o atacante Martial pelo meio; o atacante Rashford pelo lado direito e no segundo tempo pelo lado esquerdo.

O segundo tempo iniciou com o Manchester United jogando do mesmo jeito que terminou o primeiro tempo: mais organizado taticamente, criando jogadas pelos lados, trocando passes que envolviam e não permitiam que o Arsenal pegasse na bola, linhas adiantadas e atacando com mais volume e jogadores, mas faltava infiltração. José Mourinho começou a mexer na equipe e usar o banco de reservas. O atacante Martial foi substituído pelo atacante Rooney aos 17 do 2º tempo e o lateral esquerdo Darmian foi substituído pelo lateral esquerdo / zagueiro Blind aos 19 do 2o tempo. A equipe passou a jogar com mais amplitude, velocidade e com um jogador ( Rooney ) com muita vontade. Com mais volume de jogo e apetite, o Manchester United abriu o placar aos 23 do 2º tempo depois de uma ótima jogada pelo lado direito do seu ataque e a excelente finalização de Juan Mata. Aos 40 do 2º tempo, José Mourinho substituiu o meia Juan Mata e entrou o volante Schneiderlin.

O Arsenal entrou em campo com a difícil missão de vencer o Manchester United na casa do oponente. O técnico do Arsenal, Arsène Wenger, armou a equipe no 4-4-2. O goleiro Petr Cech fez duas defesas importantíssimas no primeiro tempo; o lateral direito Jenkinson substituindo o titular Bellerín com muitas dificuldades para sair pro jogo; o lateral esquerdo Monreal saindo mais pro jogo; os zagueiros Mustafi e Koscielny sem muito trabalho mas erraram o posicionamento no gol de Juan Mata; o volante Coquelin recuado porque sentia a presença de Pogba que jogava pelo meio; o volante Elneny adiantado e jogando pelo lado esquerdo; o meia Özil circulando sem conseguir se desvencilhar da marcação; o meia Ramsey pelo meio sem conseguir se aproximar dos atacantes; o atacante Walcott pelo lado direito muito bem marcado; o atacante Alexis Sánchez saindo da área para buscar o jogo e com muita movimentação era o atacante que mais incomodava o setor defensivo do Manchester United.

A equipe de Londres era pressionada, permitia que o oponente tivesse total domínio em todos os setores, não conseguia sair pro jogo com qualidade, o meio-campo não marcava e não criava e era previsível. O técnico Arsène Wenger assistia a fragilidade defensiva e principalmente ofensiva da sua equipe e não fazia as substituições. Depois que sofreu o gol, aos 23 do 2º tempo, Arsène Wenger resolveu mexer na equipe. O volante Elneny foi substituído pelo atacante Giroud aos 28 do 2º tempo. A equipe passou a jogar com um atacante de área e dois atacantes pelos lados. Sabendo da necessidade de ter um jogador com mais qualidade técnica no meio-campo, substituiu o volante Coquelin pelo também volante Xhaka aos 35 do 2º tempo. Sem conseguir chutar ou cabecear uma bola no alvo, Arsène Wenger partiu pro tudo ou nada e abriu o time quando substituiu o lateral direito Jenkinson pelo atacante Oxlade-Chamberlain aos 38 do 2º tempo. A equipe passou a jogar com mais jogadores pelos lados do campo para tentar levantar a bola na área do Manchester United e buscar o gol de empate. A estratégia deu certo. Depois de uma jogada bem trabalhada pelo lado direito, o atacante Giroud aproveitou o cruzamento de Oxlade-Chamberlain e cabeceou empatando a partida aos 44 do 2º tempo.

O empate foi um prêmio para o Arsenal que passou 90 minutos sem conseguir fazer uma finalização no alvo do Manchester United.