Opinião: Copeiro, Grêmio praticamente “matou” o desorganizado Atlético-MG na Copa do Brasil

Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA

O Grêmio trouxe de Belo Horizonte um resultado excepcional para casa: vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-MG na partida de ida da final da Copa do Brasil. O sonho do pentacampeonato está muito próximo e ficarei muito surpreso se o título não for concretizado na próxima quarta-feira, na Arena, com mais de 50 mil torcedores gremistas.

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O Grêmio teve uma atuação exemplar, digna de seus melhores momentos na história como nas décadas de 80 e 90, quando era muito temido pelos adversários.

A equipe entrou em campo parecendo ser a dona da casa, não sentindo o peso de jogar num cenário desfavorável com mais de 40 mil atleticanos. Desde os princípios da partida, deu para perceber a superioridade gremista, um time muito bem organizado taticamente, com toque de bola envolvente e disposto a sair do Mineirão com uma vitória, ao contrário do rival, mais parecido como um catadão.

Aos 29 minutos do primeiro tempo, Pedro Rocha (guardem o nome do guri) confirmou a impressão. Ele recebeu linda assistência de Maicon, deixou Gabriel no chão com um drible desconcertante e tocou na saída de Victor, abrindo o placar. O jovem atacante ainda desperdiçou chance clara para ampliar em contragolpe. Recebeu excelente passe e bateu para defesa de Victor. Grohe só trabalhou uma vez em chute de Júnior Urso. Uma grande defesa, por sinal.

Assim como no mês anterior contra o Cruzeiro, no mesmo Mineirão, pelo jogo de ida da semifinal, o Tricolor dominou o meio-campo adversário e correu poucos riscos no primeiro tempo.

O time visitante ampliou aos 9 minutos da etapa final com uma pintura de Pedro Rocha, que deixou para trás três marcadores e venceu Victor com um chute de muita categoria. Na comemoração, o atacante tirou a camisa e foi advertido com o cartão amarelo. 12 minutos depois, o atleta quase passou de herói a vilão. Cometeu falta em Carlos César, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Deixou o gramado aos prantos.

Mesmo com um a mais, o Atlético-MG seguiu mostrando desorganização tática. Conseguiu descontar na base do abafa, no momento em que a torcida já vaiava os jogadores. Aos 36, Fábio Santos cobrou escanteio e o zagueiro Gabriel, num raro vacilo da defesa gremista, emendou um chute de primeira para o gol. O Galo foi para cima em busca do empate, que naquele momento seria um resultado espetacular, porém, Everton, que acabara de sair do banco de reservas, deu um golpe fatal nos acréscimos. Como um ponta-direita, lembrando os velhos tempos de Renato Portaluppi, disparou como uma flecha e cruzou para o talismã ampliar e colocar o Grêmio com uma mão e quatro dedos na taça. Um placar justo, que premiou o time mais organizado.

O gremista já pode começar a preparar a festa de semana que vem e contar os dias, horas e minutos para o fim do jejum de 15 anos sem títulos nacionais.

 



Rafael Alaby é jornalista diplomado pela FIAM (Faculdades Integradas Alcântara Machado), com passagens pela Chefia de Reportagem de Esportes, da TV Bandeirantes, em São Paulo e site KiGOL. Pós-graduado em Jornalismo Esportivo e Negócios do Esporte (FMU)