OPINIÃO – Atlético-MG só está vivo na Copa do Brasil por causa da sorte

OPINIÃO - Atlético-MG só está vivo na Copa do Brasil por causa da sorte
Foto: Bruno Cantini/Atlético-MG

Atlético-MG 1-3 Grêmio. Uma aula de futebol do time gaúcho. Uma verdadeira equipe de futebol contra um ajuntado vestidos com a camisa alvinegra. O que se viu no Mineirão foi o exemplo prático de como o futebol deve ser entendido e praticado: como um esporte coletivo.

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O Grêmio ganhou a partida na batalha dos volantes. Maicon, Walace e Ramiro dominaram o meio-campo e não deixaram o Atlético ter o mínimo controle da partida. Apesar da derrota em casa, do domínio tricolor e de outros fatores, o Galo ainda teve sorte. O Grêmio não soube matar a decisão. Perdeu diversas oportunidades para golear o Atlético em um Mineirão com mais de 50 mil pessoas.

Para o time mineiro, a atuação desta quarta-feira (23) entra para a história como um dos maiores vexames recentes do clube. O Galo conseguiu finalizar apenas duas vezes ao gol em todo jogo e não conseguiu criar nenhuma grande jogada com a bola rolando. Foram 22 cruzamentos errados e 31 lançamentos equivocados. Único saldo positivo dessa derrota vai para o jovem Gabriel, que marcou um gol e salvou dois na defesa – um destes em cima da linha.

Ao Atlético faltou tudo. A começar da parte tática. Há quanto tempo venho falando isso? O Galo não conseguiu colocar a bola no chão e jogar. Zagueiros tocavam entre si e por não acharem uma válvula de escape, davam chutões. Os quatro de ataque (Cazares, Maicosuel, Robinho e Pratto) não ganhavam esses chutões da ótima defesa gremista. O meio-campo gaúcho recuperava a bola e voltava ao ataque. Essa foi a tônica do jogo. Quem faltou aparecer na partida? Os volantes alvinegros Júnior Urso e Leandro Donizete, mas falta qualidade a ambos para fazerem um time jogar. Aliás, o espaço que o Grêmio encontrou no setor da meiuca não está nos gibis. No primeiro gol, a liberdade que Donizete deu para Maicon acertar o passe não pode acontecer em uma final. O segundo gol do Grêmio dá vontade até de rir. Como um jogador recebe a posse de bola de uma falta, passa por três TRANQUILAMENTE e faz o gol? Cadê alguém pra fazer a falta? Parar na frente do jogador? Faltou malícia aos jogadores do Atlético. O terceiro gol é outra coisa sem explicação. Geromel, que pra muitos é o melhor zagueiro do país, recebeu com liberdade, foi até à linha de fundo e cruzou na medida sem ser bloqueado, marcado ou interceptado. Galo estava perdido em campo.

Um parágrafo especial para Marcelo Oliveira. Confesso que fui a favor de sua contratação no meio da temporada, mas após mais de 40 jogos, ele não conseguiu fazer do Atlético um time. O treinador não conseguiu organizar a equipe, que é muito elogiada pela quantidade de bons jogadores disponíveis no elenco. Não conseguimos ver pressão à defesa adversária, organização tática, jogadas ensaiadas e nem padrão de jogo. Acredito que, para 2017, o Galo precisa repensar muitas coisas, a começar de seu treinador. O que a diretoria pensa de futebol? Através desse pensamento que surgem os nomes. No contexto geral, o nome de Roger Machado surge como o melhor possível para o momento. Ele tem condições de fazer bons jogadores jogarem como um time.

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